Ministério da Saúde inicia nesta segunda as ações para amenizar situação caótica de Manaus

Governo federal recrutará médicos e abrirá novos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) na capital amazonense

  • Por Jovem Pan
  • 10/01/2021 16h35 - Atualizado em 10/01/2021 16h46
Raphael Alves/EFE - 03/01/2021Com 8.075.998 casos da doença e 202.631 mortos, Manaus enfrenta situação epidemiológica difícil

O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, visitará Manaus (AM) nesta segunda-feira, 11, para apresentar as ações de reforço ao plano de contingência da Covid-19 no Amazonas. Com superlotação nos hospitais da capital, 8.075.998 casos da doença e 202.631 mortos, o governo federal planeja fortalecer o Sistema Único de Saúde (SUS) no estado com o recrutamento de médicos, abertura de novos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e reorganização do atendimento nos postos de saúde e hospitais. Serão entregues dez leitos de UTIs e 118 leitos clínicos-científicos (que acomodam pacientes sob observação). Devido à situação provocada pela pandemia, Manaus adotou medidas mais rígidas de restrição, como proibições temporárias de reuniões públicas que incluem até festas de casamento, visitas a pacientes em terapia intensiva, passeios em espaços públicos e funcionamento de boates, casas de shows ou eventos similares.

Além disso, será testado na cidade um aplicativo experimental de celular que promete detecção mais ágil da Covid-19. Baseado em um sistema de pontos que, de acordo com a pasta, obedece “rigorosos critérios médico”, o app TrateCov (que foi rebatizado após se chamar AndroCOV) será utilizado por profissionais da saúde em conjunto com um protocolo médico para se chegar rapidamente ao diagnóstico. “Diante de um fato epidemiológico como é a Covid-19, que você já tem sintomas e sinais muito bem definidos para caracterizar a doença, a adoção do protocolo é segura. Para muitas doenças em todo o mundo, a gente adota protocolo. Se o paciente preenche três critérios, ele tem a doença. A gente está apenas validando um protocolo científico”, explicou a secretária de Gestão do Trabalho e da Educação em Saúde, Mayra Pinheiro. “O profissional de saúde vai baixar no celular e atender o paciente, preenchendo uma série de critérios médicos.”