Com avanço da Covid-19, Manaus decreta estado de emergência por 180 dias

Nos últimos dias, a capital do Amazonas registrou recorde de internações, superando os números vistos no início da pandemia, quando o sistema de saúde entrou em colapso

  • Por Jovem Pan
  • 06/01/2021 05h41 - Atualizado em 06/01/2021 09h41
Estadão ConteúdoCom novo avanço da doença, cemitérios de Manaus também voltaram a registrar filas de carros funerários

O prefeito de Manaus, David Almeida, decretou estado de emergência por 180 dias, autorizando contratação temporária de pessoal, de serviços e aquisição de bens e materiais. Nos últimos dias, a capital do Amazonas registrou recorde de novas internações, superando números vistos no início da pandemia, quando o sistema público de saúde entrou em colapso. Cemitérios de Manaus também voltaram a registrar filas de carros funerários. Para combater o vírus, a prefeitura também abasteceu UBSs móveis com medicamentos e testes rápidos para a Covid-19. Segundo David Almeida, o objetivo é alcançar as pessoas infectadas antes que elas procurem os hospitais e unidades de saúde, que precisam receber pacientes mais graves.

“A prefeitura de Manaus vai dar sua contribuição, vai ser a porta de entrada. Vamos fazer o teste no primeiro momento de pudermos detectar a presença do vírus, já vamos fazer a distribuição de medicamentos para diminuir a incidência da presença desses pacientes nas unidades do Estado”, disse. Nesta terça-feira, 05, o governador do Amazonas, Wilson Lima, anunciou um pacote de crédito de R$ 140 milhões a partir do dia 11 de janeiro para reduzir os impactos econômicos causados pela pandemia. “Valores que podem ser acessados a partir de R 500 a R 100 mil. E detalhe: não é necessário garantias. Quem tem direito ao crédito, ele está disponível para micro, pequenas e médias empresas, além de microempreendedores individuais, autônomos e produtos rurais”, detalhou.

Segundo um levantamento do Imperial College de Londres, a taxa de transmissão do coronavírus no Brasil está em 1,04. Na prática, isso significa que cada 100 pessoas com o vírus infectam outras 104. Com 56 mil novos casos confirmados nesta terça, o Brasil registra mais de 7,8 milhões de infectados. Em um período de apenas 24 horas, 1.171 novas mortes foram registradas, elevando o total de óbitos para 197.732.

 

*Com informações da repórter Letícia Santini