‘Não podemos continuar a tapar o Sol com a peneira’, diz Mourão sobre garimpo ilegal

Vice-presidente diz que questão é urgente e que ação em terras indígenas precisa ser feita ‘dentro da legalidade’

  • Por Jovem Pan
  • 02/09/2020 19h51
Alan Santos / PRHamilton Mourão, vice-presidente do Brasil

O vice-presidente Hamilton Mourão participou do programa ‘A Voz do Brasil’ na TV Brasil nesta quarta-feira, 2, e falou sobre as questões da Amazônia. Entre os temas ele destacou que ‘não dá mais para fechar os olhos’ para o garimpo ilegal. “Não podemos continuar a tapar o sol com a peneira. Essa é uma realidade muito clara. Nossa constituição prevê a regulamentação da exploração de garimpo em terras indígenas. Está mais do que na hora de se discutir isso, por uma razão. A partir do momento que consultada a comunidade indígena, se inicia a atividade que será feita dentro da legalidade. Vai recolher imposto e vai beneficiar a comunidade que lá vive. Hoje isso é feito de forma ilegal, não recolhe imposto e ainda devasta o meio ambiente. Temos que avançar urgentemente nessa questão”, disse.

Mourão ainda citou os 5.2 mi km² da Amazônia como um desafio para diminuir o número de queimadas e desmatamento. “A imensidão e a falta de ligação com o centro-sul do país, essa amplitude que leva a dificuldade para que estejamos presente em todos os lugares”, afirmou. O desenvolvimento da área junto com a preservação do meio ambiente também foi debatido. “Nossa geração não pode exaurir todos os recursos e não deixar nada para aqueles que vão nos seguir. Então a Amazônia é a última fronteira intocada, praticamente, no mundo e como consequência ela precisa ser explorada dentro dos sistemas de sustentabilidade. Salta aos olhos que temos que preservar e ao mesmo tempo usar as riquezas naturais transformando em bio economia e, a partir dai, gerar emprego e renda pra os moradores da região”, pontuou.

O vice-presidente ainda confirmou que há recursos para a Operação Vias de Brasil 2. “A Operação tem por finalidade apoiar as ações de fiscalizar das nossas agência como o IBAMA, ICMBio e mais as agências estaduais, com as forças armadas prestando auxílio logístico e de segurança. Tivemos problemas no crédito, mas estamos com os recursos assegurados até o fim de novembro”, finalizou.