“Não podemos ser tentados a nos convolarmos em órgãos legislativos”, diz Gilmar

  • Por Estadão Conteúdo
  • 10/03/2017 13h37
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Brasília - O presidente do TSE, ministro Gilmar Mendes, acompanhado do ministro da Defesa, Raul Jungmann, diz que o eleitor se sentiu seguro e foi às urnas (Valter Campanato/Agência Brasil) Fotos Públicas Ministro GIlmar Mendes- Fotos Públicas

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, disse na manhã desta sexta-feira (10), que em alguns momentos a corte acaba sendo, inevitavelmente, política, porque define limite de poderes. “Por isso ele é um órgão jurídico, prioritariamente, mas por estar na cúpula do poder de definir poderes, é um órgão político”, disse o ministro. 

De acordo com Mendes, a corte não deve ser tentada a, nesse papel político, a se transformar em órgãos legislativos. “E quando fazemos, tentamos suprir lacunas que existem na legislação. Mas como fazemos de maneira muito ampla, temos o risco de errar”, disse o ministro ao Broadcast, serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado. 

“Por isso é que digo que neste papel político não podemos ser tentados a nos convolarmos em órgãos legislativos”, reforçou Gilmar Mendes, que participou do seminário “A guerra fiscal diante da reforma tributária”, realizado em São Paulo pela InterNews.

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