Operação contra incêndio na Amazônia pode ser prorrogada por um mês

  • Por Jovem Pan
  • 20/09/2019 13h50
Ministro da Defesa, general Fernando Azevedo e Silva, afirma que o tempo continua seco em algumas regiões

A Operação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) das Forças Armadas para combater focos de incêndio na Floresta Amazônica deve ser prorrogada por mais um mês devido a permanência do tempo seco no Norte e no Centro Oeste do Brasil. Ao participar da 16ª Conferência de Segurança Internacional do Forte de Copacabana, o ministro da Defesa, general Fernando Azevedo e Silva, disse que tratará do assunto nesta sexta-feira (20) com o presidente Jair Bolsonaro em reunião.

“Tenho um despacho com o presidente da República ainda hoje e vamos ver a necessidade e as solicitações de ser prorrogada ou não. O mês de setembro está sendo visualizado pelos especialistas como tão seco ou igual a agosto. Talvez a permanência das Forças Armadas seja conveniente”, disse o ministro, que acredita que a operação vai continuar. De acordo com ele, à princípio, a operação deve ser prorrogada pelo presidente.

Azevedo e Silva apresentou dados de 29 dias da operação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) na Amazônia Legal, que foi realizada a partir da solicitação dos governos estaduais da região. O decreto presidencial que fundamenta a operação é válido até o dia 24.

Foram combatidos mais de 500 focos de incêndios durante a atuação da GLO. Cerca de 2,1 mil militares foram capacitados como brigadistas e 51.913,33 metros cúbicos de madeira extraída ilegalmente foi apreendida. Ao todo, a operação resultou em 106 termos de infração que somam R$ 28,3 milhões em multas.

O ministro afirmou ainda que a maior preocupação com os focos de calor está concentrada no norte de Mato Grosso e no sul do Pará. Também preocupam o centro-sul do Mato Grosso e Goiás. “Não temos preocupação na mata nativa”, disse Azevedo e Silva.

Durante a palestra, o ministro apresentou gráficos que indicavam que a quantidade de focos de calor registrada em agosto de 2019 superou a média histórica, mas ficou abaixo dos piores anos desde 1998.

“Tem muita propaganda negativa em relação a isso que não corresponde com a realidade vivida agora”, afirmou ele, que explicou que os focos de calor não são necessariamente focos de incêndio.

Orçamento

O general também disse que o ministério pode ter um “alento” no orçamento deste ano, com um possível descontingenciamento de recursos que beneficiaria todos os ministérios.

Segundo Azevedo e Silva, o Ministério da Defesa foi o mais afetado pelo contingenciamento, com 49% dos recursos bloqueados. “Estamos em tratativas para melhorar o Projeto de Lei Orçamentária do próximo ano em relação às Forças Armadas. Temos nossos projetos e não podemos atrasar mais o custeio nosso”, finalizou o ministro.

*Com informações da Agência Brasil