Operação Parasita: PF faz ação para combater fraudes em saques do auxílio emergencial

A operação conta com a participação 18 policiais federais que cumprem cinco mandados de busca e apreensão e dois de prisão preventiva, todos na capital paulista

  • Por Jovem Pan
  • 08/09/2020 08h20 - Atualizado em 08/09/2020 08h27
EDUARDO MATYSIAK/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDOPR - 72ª-FASE-OPERAÇÃO-LAVA-JATO-CORRUPÇÃO-TRANSPETRO - GERAL - Foi deflagrada nessa quarta-feira, (19), a 72ª fase da operação Lava Jato, com investigação conjunta da força-tarefa do Paraná e da Polícia Federal, com o cumprimento de dois mandados de prisão preventiva e seis mandados de busca e apreensão nos estados do RJ, SP e AL a respeito do envolvimento de dois empresários em esquemas de corrupção na Transpetro. Na cidade de Curitiba, PR, nesta quarta feira, 19. 19/08/2020 - Foto: EDUARDO MATYSIAK/FUTURA PRESS/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

A Polícia Federal deflagra nesta terça-feira, 8, ação para combater fraudes em saques indevidos do auxílio emergencial ocorridas, principalmente, na zona sul de São Paulo. Denominada Operação Parasita, a atuação conta com a participação 18 policiais federais que cumprem cinco mandados de busca e apreensão e dois de prisão preventiva, todos eles na capital paulista. Segundo informações da PF, estima-se que o grupo tenha se apropriado de pelo menos 45 auxílios emergenciais. Além disso, outros programas sociais para pessoas de baixa renda, como seguro-desemprego e, até mesmo, o Bolsa Família, eram alvos das fraudes criminosas. Os mandados foram expedidos pela 7ª Vara Criminal da Justiça Federal de São Paulo/SP.

De acordo com informações da Polícia Federal, para cometer os crimes, agentes públicos com acesso ao CadÚnico, associados da associação criminosa, alteravam dados de pessoas de baixa renda no sistema de cadastramento. Feito isso, o grupo ligava no canal de atendimento da Caixa Econômica Federal e solicitava o encaminhamento dos cartões cidadãos para os endereços fictícios, ligados aos criminosos. Com a ajuda de um carteiro dos Correios, esses cartões chegavam à posse dos membros da associação criminosa que, na posse dos cartões, realizavam o pré-cadastro de senhas para, posteriormente, receber sacar os benefícios em diversas agências bancárias de São Paulo, sempre no exato dia e na primeira hora em que os benefícios eram liberados (dependendo do último número do NIS), a fim de evitar que os reais beneficiários identificassem as fraudes a tempo e os benefícios fossem bloqueados.

Ainda de acordo com a PF, conforme registrado em interceptação de ligações telefônicas, os membros do grupo vinha atuando em fraudes contra diversos programas sociais. Os investigados devem responder por furto qualificado e associação criminosa, podendo pegar até 11 anos de prisão. O nome da operação “Parasitas” foi registrado porque membros da associação vêm, há cerca de quatro anos, parasitando recursos destinados pelo governo federal para a melhoria de pessoas de baixa renda. Além disso, de acordo com as informações da polícia, grande parte dos membros não possui qualquer ocupação lícita, vivendo por conta de promover fraudes contra terceiros.