Oscilações em viaduto que cedeu se normalizam; CPTM libera circulação de trens

  • Por Jovem Pan
  • 18/11/2018 12h44 - Atualizado em 18/11/2018 12h49
Marcelo Gonçalves/Estadão ConteúdoAutoridades temiam que a passagem dos trens pudesse aumentar as oscilações do viaduto

A circulação de trens da linha 9-Esmeralda da CPTM foi normalizada na manhã deste domingo (18). Ela havia sido interrompida entre as estações Pinheiros e Ceasa na sexta feira (16) como medida de segurança após parte da estrutura da alça de acesso da Marginal Pinheiros para a Ponte do Jaguaré, na zona oeste de São Paulo, ceder.

Em entrevista coletiva no local, o secretário municipal de Serviços e Obras Vitor Aly disse que os testes realizados durante a manhã mostraram que a situação do viaduto está estável. Ele continua tendo pequenas oscilações, mas as variações estão dentro do que já era previsto.

“Está sob controle. Continua tendo variação, o que é normal em uma estrutura. Tivemos variação, como já falamos, por origem térmica. Estamos monitorando as temperaturas. De novo: a estrutura de uma ponte não é rígida, ela se movimenta, por isso existe a junta de dilatação. Ela precisa se movimentar, senão vai à ruína. E está dentro do esperado. Nessa manhã foi de 3 milímetros. Ao todo, 1,3 cm de um lado e 1,5 cm do outro lado”, explicou.

O secretário comentou ainda as dificuldades do trabalho de escoramento que tem sido feito. “As estruturas do escoramento são como violino. Ela se movimenta e a gente vai ajustando. O apoio é passivo, não ativo. A estrutura se movimenta, a gente vai e encosta de novo o escoramento. Isso ocorre a todo momento. Tem equipe de hora em hora monitorando e colocando. Então, paciência”, completou.

De acordo com Aly, os trens do trecho em questão terão velocidade reduzida a 20 km/h por tempo indeterminado.

CET reforça rotas alternativas

Na mesma coletiva, o secretário de Transportes João Octaviano Machado Neto detalhou, mais uma vez, as rotas alternativas sugeridas pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) para os motoristas que utilizam a Marginal Pinheiros. Além disso, alegou que a empresa está estudando a possibilidade de usar os canteiros para melhorar a conexão entre as pistas expressa e local. A ideia, segundo ele, seria evitar o chamado “efeito funil”, quando diferentes faixas são afuniladas em apenas uma – causando, obviamente, aumento no trânsito.