Pazuello inicia distribuição da CoronaVac e diz que Brasil começa a vacinar contra Covid-19 nesta segunda

Inicialmente, a previsão da pasta era de que a imunização começasse apenas no dia 20 — sendo antecipado em dois dias

  • Por Jovem Pan
  • 18/01/2021 07h52 - Atualizado em 18/01/2021 07h59
SAULO ANGELO/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO FUP20201224287 - 24/12/2020 - 20:38Considerando as seis milhões de doses do Butantan, São Paulo vai ficar com 1.349.200 de aplicações para idosos e 7.840 para indígenas

O Ministério da Saúde inicia, nesta segunda-feira, 18, a distribuição de seis milhões de doses da CoronaVac, vacina contra Covid-19 Instituto Butantan com o laboratório chinês Sinovac, para todos os estados e o Distrito Federal. Segundo o ministro Eduardo Pazuello, alguns estados já vão poder iniciar a imunização ainda nesta segunda-feira por volta das 17h. Inicialmente, a previsão da pasta era de que o PNI fosse colocado em prática apenas no dia 20 — sendo antecipado em dois dias. No último domingo, 17, a Anvisa aprovou o uso emergencial do imunizante feito no Estado de São Paulo e da Universidade de Oxford.

Enquanto a CoronaVac já tem doses prontas para serem aplicadas, as doses da AstraZeneca ainda não chegaram ao país. Ainda ontem, as vacinas de São Paulo seguiram do Butantan para o Departamento de Logística em Saúde (DLOG) no Aeroporto de Guarulhos. De acordo com informações do Ministério, o DLOG fracionou “as quantidades corretas” para cada estado. A Força Aérea Brasileira (FAB) vai ser responsável pela entrega. Os governos estaduais vão distribuir localmente. A pasta tem apoio da Associação Brasileira de Empresas Aéreas por meio das companhias aéreas Azul, Gol, Latam e Voepass para transporte gratuito às UFs.

Considerando as seis milhões de doses do Butantan, São Paulo vai ficar com 1.349.200 de aplicações para idosos e 7.840 para indígenas. O Estado iniciou ainda no domingo a vacinação, dando a largada pelo Brasil. Enfermeira e o moradora da periferia, Mônica Calazans foi a primeira pessoa a receber o imunizante em solo brasileiro. Ela tem 54 anos e está atuando na linha de frente há oito meses. A profissional faz parte do grupo de risco por ser obesa, hipertensa e diabética.