Pazuello prevê uma ‘avalanche’ de propostas de vacinas entre janeiro e fevereiro

Ministro relembrou que são cerca de 270 imunizantes sendo desenvolvidos no mundo e que o Brasil deve ficar ‘atento’ para fazer com que todas as iniciativas estejam disponíveis para a população ‘o mais rápido possível’

  • Por Jovem Pan
  • 21/01/2021 13h10 - Atualizado em 21/01/2021 13h12
ALEX FALCÃO/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO - 18/01/2021O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, fez uma defesa do SUS em seu pronunciamento desta quarta no Conasems

O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, afirmou nesta quinta-feira, 21, que o Brasil deverá receber uma “avalanche” de laboratórios apresentando propostas de vacina contra Covid-19 entre janeiro e fevereiro. Em reunião do Conselho dos Secretários Municipais de Saúde (Conasems), o ministro relembrou que são cerca de 270 imunizantes sendo desenvolvidos no mundo e que o Brasil deve ficar “atento” para fazer com que todas as iniciativas estejam disponíveis para a população “o mais rápido possível”. Pazuello dedicou grande parte de seu pronunciamento a explicar o funcionamento do Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo ele, a função do Ministério da Saúde é garantir a estabilidade normativa, alocação de recursos, a logística, a contratação de projetos e fazer acompanhamento.

Sobre as vacinas, Pazuello informou que a pasta deve receber novas doses da CoronaVac e da vacina da AstraZeneca/Oxford, mas não deu nenhum prazo sobre as entregas. Ele afirmou que o ministério já está no “processo” do recebimento das doses fabricadas pelo Instituto Butantan, porém não deu mais detalhes. Para que esses imunizantes possam ser aplicados, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) deve aprovar o uso emergencial das doses desenvolvidas no Brasil. O instituto já enviou os documentos para a agência na segunda-feira, 18, um dia após a Anvisa aprovar o uso das doses importadas da CoronaVac. Sobre a vacina desenvolvida pela AstraZeneca/Oxford, o ministério aguarda o envio por parte do governo indiano. Em relações à fabricação das doses pela Fiocruz, a fundação, assim como o Instituo Butantan, aguarda o envio de insumos pela China. No final de sua fala, o ministro pediu para que a população confie no SUS.