Polícia do Rio prende três homens pela morte do congolês Moïse Kabagambe

Trio deve responder por homicídio duplamente qualificado, impossibilidade de defesa e meio cruel

  • Por Jovem Pan
  • 01/02/2022 21h14 - Atualizado em 02/02/2022 14h38
Reprodução/Polícia Civil Imagem divulgada pela polícia mostra homem agredindo congolês com pedaço de pau em quiosque no Rio Polícia Civil divulgou imagens da agressão ao congolês Moïse Kabamgabe

A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu nesta terça-feira, 1 , três suspeitos de terem participado do espancamento que resultou na morte do congolês Moïse Kabamgabe. Segundo a família do africano, ele havia ido ao quiosque Tropicália, no Posto 8, na Barra da Tijuca, para cobrar o pagamento de R$ 200 referentes aos dois dias em que havia trabalhado lá. A polícia acredita que esse é o motivo de ele ter sido agredido por um grupo de pelo menos cinco pessoas. Um deles é o vendedor de caipirinhas Fábio Silva. De acordo com os agentes de segurança, ele confessou que desferiu pauladas em Kabagambe. O homem estava escondido na casa de parentes. Imagens divulgadas pela polícia nesta tarde, gravadas pela câmera de segurança do estabelecimento, mostram que o imigrante recebeu mais de 20 pauladas.

Alison Oliveira, que gravou e disseminou um vídeo confessando a sua participação no assassinato, também foi detido. Ele se apresentou na em uma delegacia em Bangu, relatou que foi um dos que agrediram Moïse e acabou encaminhado à Delegacia de Homicídios. “Eu sou um dos envolvidos na morte do congolês. Quero deixar bem claro que ninguém queria tirar a vida dele, ninguém quis fazer injustiça porque ele era negro ou alguém devia a ele. Ele teve um problema com um senhor do quiosque do lado, a gente foi defendê-lo e, infelizmente, aconteceu a fatalidade”, disse Oliveira. O terceiro suspeito não teve o nome divulgado. Perto do quiosque onde ocorreu o crime, a polícia encontrou uma barra de madeira e um taco de beisebol. O trio deve responder por homicídio duplamente qualificado, impossibilidade de defesa e meio cruel.