Porta-voz da Presidência diz que Bolsonaro não vê motivos para greve dos caminhoneiros

  • Por Jovem Pan
  • 22/04/2019 19h50
Wilson Dias/Agência BrasilPorta-voz da Presidência da República, Otávio do Rêgo Barros, durante briefing, no Palácio do Planalto

O porta-voz da Presidência da República, general Otávio Rego Barros, informou, nesta segunda-feira (22), que o presidente Jair Bolsonaro não vê motivos para uma nova greve geral de caminhoneiros. Líderes da categoria declararam, mais cedo, que a realização de uma nova paralisação no dia 29 de abril depende apenas do governo.

Segundo Barros, o Gabinete de Segurança Institucional acompanhou a mobilização e fez análises de risco.”A expectativa do governo do presidente Jair Bolsonaro, que mantém diuturnamente canal de ligação aberto com a categoria, é de que não há motivos para essa paralisação”.

O general declarou que o governo atua de forma proativa no gerenciamento da situação e fez referência ao patriotismo dos caminhoneiros. “Com base nesse espírito patriótico o presidente, somando-se ao acompanhamento realizado por outros órgãos do governo, entende que, no momento, as condições para estabelecimento dessa parada não se fazem presentes”, relatou.

O porta-voz disse que o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, dialoga com o setor para estabelecer e fiscalizar uma nova tabela do frete, outro pedido da categoria.

Tribunal Superior Eleitoral

Barros afirmou, também, que Bolsonaro deve escolher os dois próximos integrantes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a partir da lista tríplice enviada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Estão previstas duas trocas: no dia 27 de abril termina o mandato do advogado Admar Gonzaga e, a partir do dia 9 de maio, do ministro Tarcísio Vieira de Carvalho Neto. Para cada uma das vagas, será elaborada uma lista com três indicações.

Normalmente, os integrantes do STF incluem na lista ministros que atuam no TSE como substitutos. De acordo com o porta-voz, o presidente escolherá entre os três nomes indicados. Pela manhã, Bolsonaro se reuniu com o ministro Admar Gozaga e garantiu o compromisso com a lista.

O TSE é composto por sete ministros, sendo três do STF, dois do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e dois advogados com notório saber. Admar Gonzaga e Tarcísio Vieira ocupam as vagas destinadas aos advogados. Além dos sete titulares, o TSE ainda é composto por mais sete ministros-substitutos, seguindo a mesma proporção.

Reforma da Previdência

Além disso, Barros reiterou, novamente, que o acesso aos dados do parecer da reforma da Previdência são públicos e podem ser lidos por qualquer cidadão. O secretário especial de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, havia dado a mesma declaração na tarde desta segunda-feira (22).

Segundo o porta-voz, os dados serão esmiuçados na comissão especial da Câmara que analisará o mérito da matéria. Sobre as negociações de lideranças partidárias para que haja mudanças no texto para que ele seja aprovado na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara nesta semana, Barros afirmou que o texto apresentado à Câmara “é o ideal”. “Os líderes hão de encontrar a mediatriz para colocar a Previdência na comissão especial”, disse.

Guedes se reuniu nesta tarde com Bolsonaro no Palácio do Planalto. De acordo com o general, eles trataram da reforma previdenciária e dos próximos passos do governo para o fortalecimento da economia. Barros falou, ainda, que o governo tem “muita esperança de, muito em breve, ter a nova Previdência aprovada”.

* Com informações da Agência Brasil e Agência Estado