Nova paralisação depende do governo, dizem líderes dos caminhoneiros

  • Por Jovem Pan
  • 22/04/2019 18h09
EFE/Fernando Bizerra Jr.Principais reivindicações do grupo são definições claras para o tabelamento do frete e fiscalização deste cumprimento

A realização de uma nova paralisação dos caminhoneiros no próximo dia 29 de abril depende apenas do governo. A afirmação foi feita nesta segunda-feira (22) por diferentes líderes da categoria.

“A resposta de paralisação ou não vai ser do governo”, disse Wanderlei Alves, conhecido como Dedéco, um desses representantes, antes de participar de reunião no Ministério da Infraestrutura em Brasília. Integrantes da Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA) e outras lideranças estiveram com o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, na sede da pasta.

Na avaliação de Dedéco, a paralisação convocada para começar à meia-noite do dia 29 teve origem em debates nas redes sociais e, em sua avaliação, o movimento deve atingir o Brasil inteiro, crescendo à medida que os dias passam.

O presidente da CNTA, Diumar Bueno, também afirmou que a paralisação vai depender do que o ministro sinalizar. Segundo ele, as principais reivindicações são definições claras para o tabelamento do frete e fiscalização deste cumprimento.

“Falta de diálogo”

Dedéco e Bueno reclamaram de falta de diálogo com o governo e disseram que “os representantes da categoria não são as pessoas que estão sendo apresentadas, principalmente pelo governo”. Dedéco disse que desde janeiro o governo de Jair Bolsonaro “fechou as conversas com a categoria” e que ele tenta conversar, sem sucesso, com o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni.

A CNTA emitiu nota no feriado de Páscoa afirmando que, ao consultar sua base, formada por 140 sindicatos, 9 federações e uma associação colaborativa, identificou que o reajuste do diesel “reacendeu uma insatisfação generalizada na categoria, que está impaciente, à espera de uma resposta do governo”.

A CNTA acrescentou ainda que os caminhoneiros carregam desde o ano passado “a frustração de não ter a Lei do Piso Mínimo do Frete cumprida”. Para a confederação, o respeito à lei regularizaria um mercado “instável” e daria ao profissional “condições mínimas de subsistência”.

*Com informações do Estadão Conteúdo