Prefeito de Camaçari: saída da Ford impactará 12 mil pessoas e perda será de R$ 2,5 milhões mensais

Elinaldo Araújo vai conversar com o governador do estado para avaliar como diminuir impacto; fechamento das fábricas foi anunciado nesta segunda-feira, 11, pela empresa

  • Por Jovem Pan
  • 11/01/2021 22h36 - Atualizado em 12/01/2021 00h38
Reprodução/Google MapsSede da Ford, em São Bernardo do Campo, ABC Paulista

O prefeito reeleito da cidade de Camaçari, na Bahia, Elinaldo Araújo da Silva, afirmou nesta segunda-feira, 11, em entrevista exclusiva à Jovem Pan, que a saída da Ford do Brasil em 2021 vai impactar cerca de 12 mil pessoas no município. O fechamento das fábricas foi anunciado hoje pela empresa. Além de Camaçari, as atividades serão encerradas em Taubaté (SP) e Horizonte (CE). Serão mantidas no país apenas as operações do Centro de Desenvolvimento de Produto, na Bahia, o Campo de Provas, em Tatuí (SP), e sua sede regional em São Paulo.

Segundo Elinaldo, uma reunião será agendada com o governador do estado, Rui Costa, para decidir o que pode ser feito em relação à carga tributária brasileira e as pessoas que ficarão desempregadas. “É um momento de tristeza para o Brasil e aqui em Camaçari. Vamos tratar essa questão que vai impactar muito a Bahia, principalmente a agenda da região metropolitana. Precisamos dar as mãos, arrumar uma solução para essa carga tributária que tem sufocado as empresas. Nesse momento é preciso que o estado e os municípios apresentem uma carga tributária para que as empresas possam se sustentar”, afirmou.

De acordo com o prefeito, o fechamento da Ford vai impactar a economia local e causar uma perda de Imposto Sobre Serviços (ISS) — recolhido pelos municípios e pelo Distrito Federal — de cerca de R$ 2,5 milhões ao ano, ou seja, R$ 30 milhões ao ano aproximadamente. “Temos que ir montando um programa e vamos encaminhar uma lei para a Câmara, para buscar atração de investimentos para os municípios. Os impactos econômicos e sociais da Ford [em Camaçari] foram enormes”, disse o prefeito. “Agora vamos tranquilizar a população de Camaçari, tudo o que pudermos fazer para minimizar essa situação nós vamos fazer”, continuou Elinaldo.

Confira a entrevista na íntegra: