Prefeitura de São Paulo suspende aplicação da vacina de Oxford em grávidas e puérperas

Secretaria Municipal de Saúde seguiu a recomendação da Anvisa, que investiga a relação entre a morte de uma gestante e a aplicação do imunizante neste grupo

  • Por Jovem Pan
  • 12/05/2021 10h12 - Atualizado em 12/05/2021 10h20
KEVIN DAVID/A7 PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO - 11/05/2021 A suspensão foi recomendada pela Anvisa na terça-feira, 11

A Prefeitura de São Paulo suspendeu nesta quarta-feira, 12, a aplicação de doses da vacina da Universidade de Oxford, fabricada em parceria com a AstraZeneca/Fiocruz, contra a Covid-19 em puérperas após recomendação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A suspensão temporária da imunização de gestantes com comorbidades no município já havia sido interrompida na terça-feira, 11, quando a Anvisa informou que foi notificada pelo próprio fabricante do imunizante sobre a “suspeita de um evento adverso grave de acidente vascular cerebral hemorrágico com plaquetopenia”. O evento ocorreu com uma gestante que foi internada no dia 5 de maio, com o feto morrendo no dia 6 e a mulher no dia 10.

A Anvisa disse que a análise do caso definirá se a morte tem relação ou não com a aplicação da vacina levará em consideração “diversos aspectos como dados sobre a paciente, sua história clínica, dados de exames laboratoriais, bem como sinais e sintomas apresentados após a administração e um medicamento ou vacina”. Após a suspensão pela agência, o Ministério da Saúde determinou que a vacinação de grávidas será feita apenas para mulheres com comorbidades, com as vacinas da CoronaVac e da Pfizer. A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) disse que a medida será mantida até que ocorra uma nova orientação do Plano Nacional de Imunizações (PNI) e do Programa Estadual de Imunização. A pasta ressalta que a vacinação contra a Covid-19 permanece em andamento para os demais grupos elegíveis na cidade de São Paulo.