Prestes a completar um ano de pandemia, Brasil chega a 250 mil mortes por Covid-19

Marca foi ultrapassada nesta quarta-feira, 24, dias antes de completar um ano da chegada do primeiro caso do coronavírus no país

  • Por Jovem Pan
  • 24/02/2021 20h07
DENNY CESARE/ESTADÃO CONTEÚDO Brasil tem a segunda maior quantidade de mortos no mundo, atrás apenas dos EUA

O Brasil chegou a 250 mil mortes causadas pela Covid-19. A marca foi superada nesta quarta-feira, 24, quando foram registradas 1.390 novas vítimas fatais da doença, que aumentaram o total de mortos para 250.036. Com isso, o país segue sendo o segundo com mais mortos pelo novo coronavírus, sendo superado apenas pelos Estados Unidos, que somam mais de 500 mil óbitos até o momento. Os números foram divulgados pelo Consórcio dos Veículos de imprensa. Dados do governo, divulgados através do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS), mostram uma leve diferença, apontando o total de mortos como 249.957.

A marca foi superada dois dias antes do primeiro caso da Covid-19 no Brasil completar um ano. Segundo dados do consórcio, o Brasil está no 34º dia consecutivo com média de mais de mil mortes diárias causadas pela doença, marca que não foi registrada em nenhum momento do ano passado. Em ritmo acelerado, a expectativa é de que a marca de 300 mil mortos pela Covid-19 possa ser superada ainda no mês de março de 2021. Com isso, o Brasil segue na contramão da maioria dos países, que, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) registraram queda no número de casos e mortes pela doença por mais uma semana.

São Paulo segue sendo o Estado mais afetado pela pandemia, com 2.002.640 casos e 58.528 mortes causadas pela doença. A marca de 2 milhões de casos foi ultrapassada nesta quarta, de acordo com números do CONASS. Por isso, o governo do Estado determinou lockdown entre as 23h e as 5h para evitar o avanço da doença. O principal motivo para o retorno das restrições mais rígidas é o aumento da média de ocupação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no estado, que passou de 66% para 69,3% na última semana. Segundo Doria, a decisão foi tomada em conjunto com o Centro de Contingência da Covid-19. “Sem vidas não há consumo. Mortos penalizam famílias, entristecem cidades, regiões”, lamentou o governador.