Procon-SP alerta para venda de vacinas falsas contra a Covid-19

Equipe de fiscalização do órgão esteve em um endereço informado em um site que estaria vendendo imunizantes por R$ 98; ao chegar no local, constatou que a empresa não existia

  • Por Jovem Pan
  • 05/01/2021 21h32 - Atualizado em 05/01/2021 21h52
Reprodução/Imprensa Procon-SPAnúncio era sobre a CoronaVac, produzida pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butantan

O Procon-SP alerta aos consumidores para que fiquem atentos para a oferta de vacinas falsas contra a Covid-19. O órgão tem recebido denúncias nas redes sociais de venda de imunizantes contra o coronavírus, sendo que ainda não há nenhum aprovado para uso no Brasil e nem disponibilizado no Sistema Único de Saúde (SUS), clínicas particulares ou farmácias. Uma equipe de fiscalização do Procon-SP esteve nesta terça-feira, 5, em um endereço informado em um site que estaria vendendo vacinas contra o coronavírus por R$ 98 dez caixas com dez doses. Ao chegar ao local, na Avenida Pres. Juscelino Kubitschek, 2041, Vila Olímpia, São Paulo, constatou que a empresa não existia.

“As pessoas, diante da grave situação que estamos vivendo, adquirem essas vacinas que, obviamente, não serão entregues. Trata-se de um golpe, de uma empresa que não existe, que abusa do medo e insegurança dos cidadãos. Isso é crime e o Procon-SP vai atuar junto com a Polícia Civil”, afirma Fernando Capez, diretor executivo do Procon-SP. O caso será encaminhado para a Divisão de Crimes contra o Consumidor da Polícia Civil para as providências no âmbito criminal. O Procon informa que as denúncias podem ser feitas no site, no aplicativo (Procon.SP) e nas redes sociais do Procon-SP. Os perfis oficiais são: @proconsp (Facebook e Instagram) e @proconspoficial (Twitter).

Vacinação no Brasil

O setor privado avalia que é possível iniciar o processo de vacinação contra a Covid-19 nas clínicas particulares entre o fim de março e início de abril. A intenção é comprar pelo menos cinco milhões de doses de possíveis imunizantes contra a doença. O presidente da Associação Brasileira das Clinicas de Vacinas, Geraldo Barbosa, explica que a ideia não é competir, mas complementar a ação do Ministério da Saúde, que planeja iniciar a imunização do grupo prioritário entre o final de janeiro e o início de fevereiro. As datas para início da vacinação no Sistema Único de Saúde e nas clínicas particulares dependem, no entanto, da concessão do registro pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária. A agência explica que até agora não recebeu qualquer pedido: seja o emergencial seja o definitivo. No Brasil, a maior aposta do governo continua sendo o imunizante do laboratório AstraZeneca, que faz parceria com a Fiocruz.

O governo do Estado de São Paulo já adiou duas vezes a divulgação dos resultados finais de estudos clínicos da CoronaVac, produzida pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butantan. A apresentação dos dados deve acontecer nesta quarta-feira, 7. A prorrogação ocorreu a pedido da farmacêutica chinesa, que solicitou mais tempo para adicionar dados de outros países onde a vacina também está sendo testada, como Indonésia e Turquia. No entanto, a gestão do governador João Doria já antecipou que o composto é seguro e que atingiu eficácia superior ao mínimo recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Dessa forma, poderá ter seu registro aprovado para imunizar a população. O Estado recebeu quase 11 milhões de doses da vacina em 2020.