Queiroga diz que imunização contra Covid-19 é um sucesso, mas reclama da ‘torre de Babel’ entre Estados

Ministro da Saúde conversou com jornalistas, afirmou que Brasil pode retirar obrigatoriedade das máscaras em breve e criticou ‘reclamadores crônicos’

  • Por Jovem Pan
  • 13/09/2021 18h33 - Atualizado em 13/09/2021 19h12
DENNER OVIDIO/ISHOOT/ESTADÃO CONTEÚDOMinistro afirmou que programa de imunização brasileiro é um sucesso

Em conversa com jornalistas em Brasília nesta segunda-feira, 13, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou que o “apagão” de vacinas da AstraZeneca denunciado pelos Estados do Rio de Janeiro e São Paulo é visto pela pasta como um resultado das cidades que utilizaram de forma errônea doses que eram para outros momentos do programa de imunização. “Cada um quer avançar com a campanha, mas isso não é uma aposta de corrida de Fórmula 1, isso aqui é uma campanha de imunização que tem sido feita com muito sucesso. As decisões são decisões técnicas (…) Fica difícil. Como é que nós conseguimos conduzir uma campanha de vacinação com essa espécie de ‘torre de babel’ vacinal?”, perguntou. Ele lembrou mais de uma vez da necessidade das unidades federativas seguirem o Plano Nacional de Imunização (PNI). “Se seguir o PNI, nós vamos chegar fortes ao final dessa campanha de imunização que já é um sucesso”, disse.

De acordo com ele, a expectativa é de que vacinas suficientes para aplicação de primeiras doses em todo o país sejam distribuídas ainda nesta semana e os imunizantes para adiantamento das segundas doses — que deixarão de ser aplicadas em 12 semanas e passarão a ser aplicadas em intervalo de oito semanas — serão assegurados pela pasta a partir do dia 15. Sem citar nomes diretos, ele criticou alguns Estados que fizeram “propagandas” em torno da vacina e seriam “reclamadores crônicos”. Na conversa com jornalistas, Queiroga também confirmou que o presidente Jair Bolsonaro fala “de maneira reiterada” com ele sobre possíveis datas para suspensão da utilização de máscaras, algo que já ocorre em alguns países do exterior. “Estamos bem perto de chegar isso no Brasil. Agora, é necessário que o contexto epidemiológico seja favorável a essa ação e a nossa campanha avance mais”, finalizou.