Randolfe quer que sobra orçamentária do Senado em 2020 seja destinada ao SUS

O senador destaca que as votações virtuais e suspensão das reuniões das comissões fez cair ‘consideravelmente’ gastos do Senado, como com passagens aéreas

  • Por Jovem Pan
  • 31/08/2020 10h19
Jane de Araújo/Agência SenadoO projeto foi apresentado pelo senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP)

O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) apresentou projeto de resolução (PRS 36/2020) determinando que a sobra do orçamento do Senado Federal em 2020 seja destinada ao Sistema Único de Saúde (SUS). O senador destaca que as votações virtuais e suspensão das reuniões das comissões fez cair “consideravelmente” gastos do Senado, como com passagens aéreas. Randolfe pede que a direção da Casa apure o total economizado e destine rapidamente esses recursos ao SUS. “O valor destinado à aquisição de passagens aéreas no âmbito do Senado varia de R$ 6.045,20 a R$ 29.276,60 (Verba de Transporte Aéreo), com um acréscimo de R$ 15.000,00 (verba indenizatória), este último com aplicação linear a todos os senadores. Estes valores compõem a chamada ‘Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar’. Certo é que, ante a redução no número de passagens aéreas, ensejará uma sobra orçamentária considerável em 2020, merecendo sua imediata aplicação no SUS”, aponta o senador na justificativa do PRS 36/2020.

Randolfe ainda afirma que o número de mortes pela Covid-19 mantém-se “absurdamente alto” no Brasil, que a contaminação da população “continua descontrolada”, e que as perspectivas para os próximos meses ainda são “perturbadoras e dramáticas”. Por isso defende que todos os recursos públicos ociosos sejam usados no combate à pandemia, e que o Senado pode dar um exemplo ao direcionar suas sobras de 2020 para o SUS. Nas redes sociais, o senador ainda acrescenta que a adoção do trabalho remoto numa escala maior pelo Senado também tem causado economia de recursos, e que estas sobras também podem ser destinadas ao SUS, dentre outras sobras. Por ser um projeto de resolução do Senado, é submetido apenas a votação pelos senadores, sem necessidade de envio à Câmara ou a sanção presidencial para entrar em vigor.

*Com Agência Senado