Secretaria da Saúde paulista confirma morte de adolescente e investiga se há relação com vacina da Pfizer

Caso está sob responsabilidade da Vigilância Epidemiológica de SP; ministro da saúde citou caso ao justificar interrupção da vacinação de adolescentes

  • Por Jovem Pan
  • 16/09/2021 17h32 - Atualizado em 16/09/2021 19h23
ROBERTO CASIMIRO/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDOAdolescente de São Bernardo do Campo morreu pouco tempo após receber vacina da Pfizer; ainda não há certeza se há relação entre a morte e vacina

A Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo está investigando a morte de um adolescente de 16 anos de São Bernardo do Campo. O jovem havia recebido uma dose do imunizante da Pfizer pouco tempo antes de vir a óbito, mas ainda não é possível afirmar que o falecimento tem alguma relação com a vacina. A morte foi citada pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, durante entrevista coletiva na qual justificou a suspensão da vacinação de adolescentes sem comorbidades contra a Covid-19.

Em nota, a Secretaria da Saúde de São Paulo classificou como ‘irresponsável’ que sejam disseminadas quaisquer informações que tragam medo e insegurança aos adolescentes e familiares, e que qualquer afirmação ainda é precoce e temerária enquanto seguem as investigações da Vigilância Epidemiológica do Estado de São Paulo. A prefeitura de São Bernardo do Campo disse ter relatado o caso para o órgão competente assim que tomou conhecimento da morte, ocorrida no hospital e maternidade Vida’s, em São Paulo e também ressaltou que ainda não há qualquer comprovação que ligue a vacinação do jovem à morte.

“Não está estabelecido ainda o nexo de causalidade. Se for estabelecido, nós vamos falar, sem problema algum”, disse Queiroga na coletiva, ao confirmar que o imunizante era o da Pfizer, o único aprovado para adolescentes no Brasil até o momento. Nesta quinta, o Ministério da Saúde decidiu suspender a vacinação de jovens entre 12 e 17 anos sem comorbidades, alegando que as evidências científicas dos benefícios para a faixa etária ainda não estão consolidadas e citando a ocorrência de cerca de 1,5 mil eventos adversos, em um universo de 3,5 milhões de adolescentes que receberam ao menos a primeira dose.