‘Só na pandemia, SP registrou 22 mil denúncias online de violência contra a mulher’, diz delegada

Em entrevista ao Pânico, Elisabete Sato explicou como funciona o trabalho de reestruturação da mulher vítima de violência; saiba como denunciar agressões e ameaças de forma online

  • Por Jovem Pan
  • 08/03/2021 15h47
Imagem: Reprodução/PânicoElisabete Sato explicou, em entrevista ao Pânico, que Polícia Civil atua em três eixos para combater a violência contra a mulher

A Delegada Geral de Polícia Adjunta do estado de São Paulo, Elisabete Sato revelou, em entrevista ao programa Pânico, da Jovem Pan, nesta segunda-feira, 8, que os casos de violência contra a mulher aumentaram expressivamente no estado de São Paulo durante a pandemia do novo coronavírus. “A violência contra a mulher piorou muito neste período da pandemia. Só para exemplificar, estávamos planejando lançar um projeto de enfrentamento em setembro do último ano, mas precisamos antecipar para abril porque a situação ficou muito ruim. Assim, lançamos a Delegacia de Defesa da Mulher online ainda em abril, possibilitando que as mulheres registrem pela internet as agressões e ameaças sofridas. Só na pandemia, do momento em que inauguramos o serviço até a última sexta-feira, São Paulo registrou mais de 22 mil denúncias de violência contra a mulher. De forma online, as vítimas também podem solicitar a medida protetiva de urgência, provocando o afastamento dos agressores de perto delas”, disse.

Para registrar uma ocorrência, a mulher deve acessar o site da Delegacia Eletrônica da Polícia Civil (disponível neste link), clicar em “comunicar ocorrência”, selecionar o tipo da violência sofrida, como “Violência Doméstica”, preencher um formulário e registrar a queixa. Caso haja dúvidas sobre como efetuar a denúncia, a Polícia Civil disponibilizou um guia explicativo, que pode ser acessado aqui. “Trabalhamos em três eixos nas Delegacias de Defesa da Mulher no estado de São Paulo. O primeiro deles é o acolhimento, no qual recebemos essas mulheres, orientamos e garantimos proteção. O segundo diz respeito ao fortalecimento destas mulheres para que não voltem a ser vítimas de seus agressores. O último eixo diz respeito a um trabalho multidisciplinar, que envolve diversos profissionais e instituições para reestruturar estas vítimas. Precisamos compreender que não trata-se apenas de denunciar os agressores e vê-los presos, pagando por seus crimes. A mulher precisa aprender a se virar sozinha, conseguir um emprego, receber ajuda psicológica e sustentar seus filhos. Este trabalho é muito difícil, mas essencial”, concluiu a delegada.

Confira a entrevista com a delegada Elisabete Sato: