Toffoli suspende delações dos hackers de Moro e Deltan

Decisão atende a pedido da Defensoria Pública, que alega não ter tido acesso ao acervo completo de provas

  • Por Jovem Pan
  • 16/07/2020 15h25 - Atualizado em 16/07/2020 15h26
Fellipe Sampaio/SCO/STFO ministro Dias Toffoli é o presidente Supremo Tribunal Federal (STF)

O ministro Dias Toffoli, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu os depoimentos de Gustavo Elias Santos e Luiz Henrique Molição no âmbito das investigações da Operação Spoofing, que mirou grupo de hackers que invadiu celulares de autoridades, incluindo procuradores da força-tarefa da Lava Jato, o ex-ministro Sergio Moro e o presidente Jair Bolsonaro. Os dois são suspeitos de participação no hackeamento e seriam ouvidos nesta quinta (16) após firmarem acordos de delação com a Justiça Federal. A decisão de Toffoli atende a pedido da Defensoria Pública, responsável pela defesa dos colaboradores, que alega não ter tido acesso ao acervo completo de provas e elementos informativos colhidos na investigação policial.

Os interrogatórios estão suspensos para evitar ‘eventual cerceamento de defesa’, segundo o ministro, até que o juiz Vallisley de Souza Oliveira, da 10ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária do Distrito Federal, responsável pelo caso, se manifeste sobre as alegações da Defensoria. “Com o fim de evitar eventual cerceamento de defesa, ante a ausência das informações solicitadas, entendo prudente suspender a audiência marcada para amanhã, dia 16/7/2020, às 14 horas, até que a autoridade reclamada se manifeste sobre o quanto alegado na petição inicial”, determinou o ministro. Os colaboradores chegaram a ser presos durante as investigações, mas foram liberados após a homologação dos acordos de delação. Enquanto Santos nega ter participado das invasões, Molição se comprometeu a trazer revelações sobre o hackeamento das autoridades por meio das contas do aplicativo de comunicação Telegram.

*Com Estadão Conteúdo