Vacinação contra Covid-19 já evitou morte de 43 mil idosos no Brasil, diz estudo

Pesquisa foi realizada pela Universidade Federal de Pelotas em parceria com a Universidade de Harvard e o Ministério da Saúde

  • Por Jovem Pan
  • 17/06/2021 18h14
YURI MURAKAMI/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDOVacinação já evitou mais de 40 mil mortes de idosos no Brasil, segundo estudo

A vacinação contra a Covid-19 já evitou a morte de 43.082 idosos no Brasil, segundo um estudo feito pelo Centro de Pesquisas Epidemiológicas da Universidade Federal de Pelotas em parceria com a Universidade de Harvard e o Ministério da Saúde. Foram analisados mais de 235 mil óbitos por coronavírus registrados em janeiro e maio de 2021 por todo o país. Os resultados da pesquisa mostram que houve queda de 28% para 12% na morte de idosos com mais de 80 anos desde o início da campanha de vacinação. Já para pessoas com mais de 70 anos, o percentual de óbitos caiu de 28% para 16%. Enquanto isso, o número de mortes por outras causas permaneceu estável em quase 30%, foram 447.817 neste período contra 238.414 óbitos por Covid-19. 

O estudo também aponta que o número de mortes por coronavírus cresceu a partir do final de fevereiro, com a disseminação da variante gama (P.1). Foi comprovada a eficácia das vacinas CoronaVac e Oxford/Astrazeneca neste contexto. Segundo a pesquisa, se o número de mortes entre os mais idosos houvesse seguido a mesma tendência observada para os brasileiros mais jovens, seriam esperadas 70.015 mortes de pessoas de 80 anos ou mais, contra 37.401 registradas no período. Entre as pessoas de 70 a 79 anos, a expectativa de óbitos seria de 20.238. No entanto, foram registrados 13.838. O epidemiologista e líder do estudo na Universidade de Pelotas, Cesar Victora, afirma que o principal objetivo da pesquisa é fornecer evidências sobre a efetividade da vacinação no Brasil, mesmo com a disseminação da variante gama. “Como o distanciamento social e uso de máscara estão sendo adotados de forma limitada na maior parte do país, o rápido aumento da vacinação permanece como a abordagem mais promissora para controlar a pandemia em um país onde quase 500 mil vidas já foram perdidas para a Covid-19”, diz.