Weintraub anuncia saída do MEC

Em vídeo ao lado de Bolsonaro, Weintraub diz que assumirá a direção do Banco Mundial. ‘Neste momento, não cabe discutir os motivos de minha saída’, afirma

  • Por Jovem Pan
  • 18/06/2020 16h04 - Atualizado em 19/06/2020 08h04
Marcelo Camargo/Agência BrasilAbraham Weintraub

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, anunciou na tarde desta quinta-feira (18) que está de saída da pasta. Ele será indicado para o cargo de diretor-executivo do grupo de países, conhecido como constituency, que o Brasil lidera no Banco Mundial. O anúncio foi feito por meio de um vídeo ao lado do presidente Jair Bolsonaro publicado nas redes sociais.

“Sim, dessa vez é verdade. Estou saindo do MEC e vou começar a transição agora e, nos próximos dias, passo o bastão para o ministro que vai ficar no meu lugar, interino ou definitivo”, diz Weintraub. Em seguida, o ministro anuncia que irá assumir a direção do Banco Mundial, com sede em Washington, nos Estados Unidos.

“Eu recebi um convite para ser diretor de um banco, eu já fui diretor de um banco no passado, e volto ao mesmo cargo, porém no Banco Mundial. O presidente já referendou e, com isso, eu, minha esposa, os nossos filhos e a nossa cachorrinha vamos poder ter a segurança que hoje está me deixando muito preocupado.”

Na gravação, ele também reafirma seu apoio a Bolsonaro. “Estou fechando um ciclo, presidente, e começando outro e, claro, sigo apoiando o senhor.”

Polêmicas

Weintraub deixa a pasta após uma série de polêmicas envolvendo o Ministério da Educação e declarações dadas em redes sociais. No último domingo, ele participou de um ato de apoio ao governo em Brasília, não usou máscaras e foi multado em R$ 2 mil pelo governo do Distrito Federal.

Ao anunciar sua saída do MEC, Weintraub disse que “não cabe discutir os motivos neste momento”.

O agora ex-ministro é alvo do Supremo Tribunal Federal (STF) no inquérito das fake news. No vídeo da reunião de 22 de abril, ele fala em prisão de ministros da Corte e os xinga de “vagabundos”.

Ele também é investigado por suposta prática de racismo ao ironizar a China pelo Twitter. Após a repercussão, apagou a postagem. Durante depoimento à Polícia Federal, Weintraub ficou calado.