Com calor e pouca água, 25 são internados com desidratação por dia em São Paulo

  • Por Jovem Pan
  • 21/01/2015 10h55
  • BlueSky
Criança bebe água engarrafada em centro de evacuação de Manila EFE Criança bebe água engarrafada em centro de evacuação de Manila

Altas temperaturas e pouca ingestão de líquidos provocam aumento das internações por desidratação nos hospitais públicos de São Paulo. Levantamento da Secretaria de Estado da Saúde aponta que vêm ocorrendo, em média, 25 caso por dia.

Menores de 14 anos são os mais afetados, segundo a última avaliação, de 2013. O registro foi superior a 9 mil casos, dos quais 37% eram de crianças.

Em entrevista à repórter Cris Santos, o secretário de Saúde do Estado de São Paulo, David Uip, explica os principais motivos da desidratação.

“Se você não ingere a quantidade que perdeu e mais uma sobre, você pode ter essa desidratação se agravando”. Uip alertou também para o rotavirus, que causa diarreia profunda e grande perda de líquidos.

O médico Paulo Taufi Maluf Junior lembra que idosos e crianças são os que mais sofrem com as temperaturas elevadas e as consequências da desidratação. O pediatra do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas e do Sírio Libanês orienta como suprir a perda de líquidos:

“No calor, a criança tem que ser sempre muito bem hidratada, ela tem que ter oferta de líquido frequente”, sugere Maluf. Aos primeiros sintomas de diarreia, o médico sugere tentar aliviar o vômito e aplicar às crianças o soro caseiro, feito com um copo de água, uma medida de sal e duas medidas de açúcar.

Os sintomas da desidratação são sede exagerada, olhos fundos, boca e pele secas, ausência de lágrimas e diminuição do suor.

Nos bebês, os sinais são a moleira afundada e irritabilidade, além da diminuição da urina.

  • BlueSky

Comentários

Conteúdo para assinantes. Assine JP Premium.