Copacabana registra novos incidentes durante enterro de dançarino

  • Por Agencia EFE
  • 24/04/2014 18h58
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Rio de Janeiro, 24 abr (EFE).- Copacabana, no Rio de Janeiro, voltou a registrar hoje novos incidentes, embora não tão violento nem graves como os ocorridos na terça-feira, em um protesto pela morte de um habitante de uma favela durante uma operação policial.

Um confronto entre a polícia e moradores da favela Pavão-Pavãozinho obrigou as autoridades a fechar o tráfego de veículos em uma das principais avenidas de Copacabana por cerca de uma hora e os comerciantes da região a fecharem as portas, informaram fontes oficiais.

Os moradores da comunidade lançaram pedras, lixos e outros objetos nos policiais que estavam nos acessos da favela. Eles foram dispersados com gás lacrimogêneo e disparos de balas de borracha e de bombas de efeito moral.

A situação foi rapidamente controlada pelas dezenas de soldados que reforçaram a segurança de Copacabana desde os incidentes de terça-feira, o que permitiu a normalização do trânsito e do comércio na região.

O protesto aconteceu depois de familiares, amigos e vizinhos do dançarino Douglas Pereira participarem do enterro do jovem de 25 anos que integrava o grupo de dança do programa Esquenta, da “TV Globo”, e que morreu na segunda-feira em uma operação policial no Pavão-Pavãozinho.

Cerca de uma centena de moradores do bairro fizeram uma manifestação que começou na favela até o cemitério São João Batista, onde assistiram ao enterro, e retornaram também caminhando até o Pavão-Pavãozinho com cartazes que pediam justiça.

Os manifestantes bloquearam várias ruas de Copacabana durante a manifestação, que foi realizada pacificamente até o retorno à favela, quando aconteceu o confronto com a polícia.

O corpo de Silva foi enterrado em meio a gritos de seus familiares por justiça e após o anúncio da mãe do dançarino de que apresentará uma denúncia na Anistia Internacional.

Os manifestantes também protestaram contra a violência da polícia, contra o processo de ocupação policial em favelas controladas por traficantes e contra a Copa do Mundo, que começa em 49 dias, a partir de 12 de junho.EFE

cm/cd

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