Coreias iniciam reunião de alto nível para solucionar crise militar

  • Por Agencia EFE
  • 22/08/2015 09h38

Seul, 22 ago (EFE).- Autoridades da Coreia do Norte e da Coreia do Sul iniciaram neste sábado uma crucial reunião de alto nível para tentar pôr fim à grave crise militar que já provocou ao longo da semana uma série de ameaças de guerra entre os dois países.

O encontro começou na tarde de sábado na Aldeia da Trégua de Panmunjom, na fronteira entre as duas Coreias, confirmou à Agência Efe uma representante do Ministério de Unificação da Coreia do Sul.

O diretor do Escritório de Segurança Nacional, Kim Kwan-jin, e o ministro da Unificação, Hong Yong-pyo, representam a Coreia do Sul. Pelo lado norte-coreano, estão presentes o vice-marechal do Exército Popular Hwang Pyong-so e o diretor do Departamento da Frente Unida do Partido dos Trabalhadores, Kim Yang-gon.

Os participantes estão entre os mais importantes membros dos governos de ambos os países, o que reflete a gravidade da situação.

Kwan-jin, ex-ministro de Defesa e que em 2010 impôs duras sanções à Coreia do Norte após dois ataques, também foi responsável por reforçar substancialmente a capacidade do Exército. Por isso, é um dos homens mais influentes do governo de Seul.

Por outro lado, Pyong-so, diretor do escritório político do Exército Popular da Coreia, foi conselheiro do líder Kim Jong-un e é considerado por muitos analistas como o “número dois” de Pyongyang.

Espera-se que os quatro representantes encontrem uma maneira de evitar a escalada do conflito militar iniciado na última quinta-feira com a troca de tiros de artilharia na fronteira, o que elevou a tensão entre os dois países ao maior nível em dois anos.

A reunião começou depois da hora-limite das 17h locais (5h em Brasília) imposta pela Coreia do Norte ao Sul. Pyongyang exige que os alto-falantes que divulgam propaganda contra o regime de Kim Jong-un sejam desligados na fronteira.

O líder norte-coreano ameaçou com uma ação militar caso Seul não cumprisse com a exigência. No entanto, os alto-falantes seguem funcionando, confirmou à Efe uma fonte do governo sul-coreano.

Após as reiteradas ameaças da Coreia do Norte, Seul e Washington afirmaram que as forças militares conjuntas estão preparadas para responder com severidade qualquer “provocação”. EFE