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Macroeconomia

Bolsa bate recorde e dólar cai após reunião entre Lula e Trump

Ibovespa, principal índice da B3, fechou o dia próximo dos 147 mil pontos, com alta de cerca de 0,5% em relação a setembro, quando já havia atingido seu maior nível do ano

Sarah Américo

Dólar
Dólar CRIS FAGA/DRAGONFLY PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

A bolsa de valores brasileira registrou recorde histórico nesta segunda-feira (27), impulsionada pelo otimismo do mercado após o encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump, além de sinais de reaproximação entre Washington e Pequim. O Ibovespa — principal índice da B3 — fechou o dia próximo dos 147 mil pontos, com alta de cerca de 0,5% em relação a setembro, quando já havia atingido seu maior nível do ano. O avanço reflete o otimismo dos investidores diante da possibilidade de um acordo para redução de tarifas comerciais e de uma melhora nas relações diplomáticas entre os dois países.

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O dólar também reagiu à tendência positiva e caiu para R$ 5,37, em meio ao aumento das apostas em moedas e ativos de países emergentes, movimento comum em períodos de maior estabilidade internacional. Segundo analistas, o encontro entre Lula e Trump foi interpretado como um gesto de distensão econômica. O presidente brasileiro classificou a reunião como “ótima”, e Trump, embora mais cauteloso, também afirmou que as conversas foram “muito boas”.

Além disso, o ex-presidente norte-americano iniciou uma nova agenda diplomática na Ásia, com passagens pelo Japão e Coreia do Sul, onde deve se reunir com o presidente chinês Xi Jinping para discutir um possível recuo no tarifário comercial. Com a expectativa de uma “semana de acordos e reconciliações”, como definiram analistas do mercado, a economia brasileira responde com forte valorização. No acumulado de 2025, o Ibovespa já soma alta de 22%, refletindo a confiança crescente dos investidores.

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