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Macroeconomia

Caminho para Brasil crescer de maneira sustentável é ter mais ganho de produtividade, avalia Galípolo

O presidente do BC afirma que o país passa por um ciclo de crescimento contínuo, que se deve muito mais à inserção de novos fatores de produção do que a um ganho de produtividade disseminado no sistema econômico

Victor Trovão

Galípolo - BC divulga o Relatório de Política Monetária. Presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo, durante a apresentação. Foto: Raphael Ribeiro/BC
Galípolo - BC divulga o Relatório de Política Monetária. Presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo, durante a apresentação. Foto: Raphael Ribeiro/BC Raphael Ribeiro/BC

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou nesta quinta-feira (23)  que o Brasil passa por um ciclo de crescimento contínuo, mas que esse movimento se deve muito mais à inserção de novos fatores de produção na economia do que efetivamente a um ganho de produtividade disseminado no sistema econômico brasileiro. Na sequência, defendeu que o aumento dos ganhos de produtividade é o caminho para que o país possa crescer de maneira mais sustentável, por um prazo mais longo.

“É possível, sim, a gente observar ganhos de produtividade em uma série de setores, como foi dito aqui antes, especialmente no setor agro e no setor de commodities. O Brasil consegue observar e enxergar ganhos de produtividade, mas, ainda, o crescimento se dá predominantemente por um aumento da participação na força de trabalho e uma redução do desemprego”, ponderou, ao discursar no Fórum Econômico Indonésia Brasil, promovido pela ApexBrasil, em Jacarta, na Indonésia.

Galípolo afirmou que o crescimento como ocorre hoje no país é desejável, mas frisou ser difícil sustentá-lo, uma vez que haverá um momento de esgotamento da inclusão desses novos fatores de produção. “O caminho para que a gente possa crescer de maneira sustentável, por um prazo mais longo, é que a gente possa assistir ganhos de produtividade na nossa economia. Que o crescimento se dê, não simplesmente pelo emprego de mais fatores de produção, mas porque os fatores de produção conseguem produzir mais”, emendou. Esse movimento, disse o banqueiro central, depende de o País ter mais parcerias com outros países, de pesquisa, tecnologia, desenvolvimento e investimento.

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Ao encerrar sua fala, pontuou ainda que Brasil e Indonésia têm muitas semelhanças nesse sentido. Disse que são dois países que estão em busca de aumentar a complexidade de suas cadeias produtivas, que têm vantagens “bastante especiais” quando comparadas ao resto do mundo, em termos de população e recursos naturais.

*Com informações do Estadão Conteúdo 

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