Cédula de R$ 200 entra em circulação nesta quarta-feira

A cerimônia de lançamento das novas cédulas será transmitida pelo canal do Banco Central no YouTube

  • Por Jovem Pan
  • 02/09/2020 09h14 - Atualizado em 02/09/2020 09h15
BRUNO ROCHA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDOSegundo Banco Central, o lançamento da nova nota é uma forma de a instituição agir preventivamente para a possibilidade de aumento da demanda da população por papel moeda

A nota de R$ 200, com a imagem do lobo-guará, começa a circular nesta quarta-feira, 2. Segundo o Banco Central (BC), será a sétima cédula da família de notas do Real. Serão produzidas 450 milhões de unidades da nova cédula, que serão disponibilizadas ao público de forma regrada. O BC investirá aproximadamente R$ 113 milhões na produção do dinheiro. Por questões de segurança, a a face da nova nota não foi divulgada. A cerimônia de lançamento das novas cédulas será às 13h30 de hoje e será transmitida pelo canal do Banco Central no YouTube. O lobo-guará foi escolhido em pesquisa realizada pelo BC em 2001 para eleger quais espécies da fauna brasileira deveriam ser estampadas nas cédulas do país. Na época, a tartaruga marinha venceu a disputa e passou a estampar as notas de R$ 2, o mico-leão-dourado ficou na segunda colocação e foi escalado para representar a nota de R$ 20.

Segundo Banco Central, o lançamento da nova nota é uma forma de a instituição agir preventivamente para a possibilidade de aumento da demanda da população por papel moeda. De acordo com o Banco Central, o lançamento da nota já estava previsto, mas foi adiantando diante do entesouramento, nome que se dá ao movimento de acúmulo de cédulas pela população, durante a pandemia da Covid-19. “Em momentos de incerteza, as pessoas tendem a fazer saques e acumular cédulas. Por conta dessa instabilidade, o dinheiro é uma forma de segurança”, disse a diretora do BC. Anteriormente, o chefe do Departamento de Estatísticas do Banco Central, Fernando Rocha, explicou que o aumento do papel moeda nas mãos do público nos últimos meses foi causado pela demanda da população com a liberação do auxílio emergencial mensal de R$ 600 pelo governo federal.

*Com Agência Brasil e Estadão Conteúdo