Defensoria Pública pede que auxílio emergencial seja estendido no Amazonas

Ação protocolada nesta segunda-feira, 19, pede que auxílio no valor de R$ 300 seja estendido por mais dois meses ou até que haja vagas em leitos de UTI

  • Por Jovem Pan
  • 19/01/2021 19h57
EDMAR BARROS/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO -14/01/2021Mais de seis mil pessoas já morreram de Covid-19 no estado

A Defensoria Pública da União (DPU) protocolou nesta segunda-feira, 18, uma ação solicitando a prorrogação do auxílio emergencial no Amazonas, que está em estado de calamidade pública por causa da pandemia do novo coronavírus. A ação pede que o auxílio financeiro de R$ 300 seja estendido por mais dois meses ou até que a fila de espera por leitos nas UTIs da rede pública e privada de saúde do estado acabe. “As taxas de contaminação encontram-se em projeção ascendente, assim como as taxas de internação e busca de leitos de UTI. As medidas de isolamento, enquanto não haja imunização da população, são imprescindíveis. E, neste contexto, é indispensável a proteção social da população”, afirma trecho da petição. Uma das justificativas para o pedido da continuidade do auxílio é permitir que pessoas em situação de vulnerabilidade possam realizar o isolamento social sem colocar em risco a sobrevivência.

O estado do Amazonas protagonizou cenas de caos e colapso na saúde pública ao longo da última semana, quando pacientes internados com Covid-19 morreram sem oxigênio na cidade de Manaus. O caso fez com que a Procuradoria Geral da República abrisse uma investigação sobre a conduta do ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, diante da crise. O intuito do inquérito é saber se o militar foi avisado antecipadamente da possibilidade de falta de oxigênio nas unidades hospitalares antes do ocorrido. O número de mortes pela doença no Amazonas atingiu nesta segunda-feira a marca dos 6,3 mil. Até o momento, de acordo com dados do Ministério da Saúde, mais de 232 mil pessoas foram infectadas no estado brasileiro.