Dívida pública cai pelo 3º mês seguido e fica em 84,5% do PIB em maio

Números do Banco Central mostram queda de 1,1 ponto percentual na comparação com abril; relação chegou a 90% em fevereiro

  • Por Jovem Pan
  • 30/06/2021 12h41 - Atualizado em 01/07/2021 14h41
Rafael Neddermeyer/ Fotos PúblicasResultado do PIB no segundo trimestre veio abaixo da previsão de alta de 0,2% do mercado financeiro

A dívida pública do governo recuou em maio para 84,5% do Produto Interno Bruto (PIB), redução de 1,1 ponto percentual na comparação ao mês anterior, informou o Banco Central nesta quarta-feira, 30. A Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG), que compreende governo federal, INSS e governos estaduais e municipais, registrou queda pelo terceiro mês seguido ao atingir R$ 6,69 bilhões. Segundo a autoridade monetária, a redução é reflexo da valorização do real ante o dólar, do crescimento do PIB nominal, das emissões líquidas de dívidas e incorporação de juros nominais. Em 2021,a relação DBGG com o PIB registra recuo de 4,4 pontos percentuais. O índice foi a 90% em fevereiro, impacto principalmente pelo aumento de gastos do governo federal ao combate do novo coronavírus.

As contas públicas registraram déficit de R$ 15,5 bilhões em maio, interrompendo dois meses seguidos de resultados positivos. Houve déficit primário de R$ 20,9 bilhões no governo central e superávits de R$ 5,2 bilhões nos governos regionais e de R$ 134 milhões nas empresas estatais. Nos primeiros cinco meses de 2021, o setor público consolidado registrou superávit primário de R$ 60,3 bilhões, ante déficit de R$ 214 bilhões no mesmo período de 2020. O valor veio melhor do que o esperado pelos analistas do mercado. “As notícias trazem bons ventos aos mercados, especialmente diante das discussões sobre riscos fiscais da reforma tributária. A arrecadação deve continuar a ser uma importante âncora positiva, apontando para uma potencial queda ainda maior do que a esperada da dívida”, afirma Rachel de Sá, chefe de economia da Rico Investimentos. “Porém, apesar do alívio de curto prazo alavancado pela inflação, o contexto fiscal segue um fator central na percepção de risco do país.”