Dólar cai para R$ 5,33, o menor valor em dois meses; Ibovespa mantém alta e fecha acima dos 107 mil pontos

Expectativa com a retomada dos trabalhos no Congresso e aprovação de reformas econômicas impulsionaram o bom humor no mercado financeiro nesta terça-feira

  • Por Jovem Pan
  • 17/11/2020 18h30 - Atualizado em 17/11/2020 19h31
Fotos PúblicasMoeda americana chegou a mínima desde o dia 17 de setembro, quando fechou a R$ 5,231

O dólar manteve o viés de queda nesta terça-feira, 17, e encerrou o dia com recuo de 1,97%, cotado a R$ 5,333, o patamar mais baixo desde 17 de setembro, quando bateu R$ 5,231, após retração de 0,17%. Na véspera, a divisa fechou com recuo de 0,69%, a R$ 5,437. A Bolsa de Valores brasileira também teve um dia positivo e o Ibovespa, o principal índice da B3, encerrou o pregão aos 107.248 pontos, após avançar 0,75%. Este foi o melhor desempenho para a Bolsa brasileira desde 21 de fevereiro, quando o dia fechou aos 113.681 pontos. Ontem, o Ibovespa já havia registrado alta acima dos 106 mil pontos. O bom humor dos investidores ainda é reflexo do anuncio da farmacêutica Moderna, que anunciou nesta segunda-feira, 16, que o seu imunizante contra o novo coronavírus alcançou 94,5% de eficácia. Também pende aos investidores a retomada dos trabalhos no Congresso após o fim do primeiro turno das eleições municipais. Apesar de ainda não ter definido datas, o governo federal espera que uma série de textos estruturantes, como a reforma tributária e as PECs Emergencial e do Pacto Federativo, sejam aprovados no Legislativo ainda em 2020.

Nesta terça, o Ministério da Economia revisou para a cima a sua previsão do Produto Interno Bruno (PIB) de 2020 e agora espera queda de 4,5%, segundo divulgado pelo Boletim Macrofiscal.  Em setembro, a Secretaria de Políticas Econômicas (SPE) estimava retração de 4,7%, mesma previsão de julho. Para 2021, os técnicos da equipe econômica mantiveram projeção para avanço de 3,2%. A melhora é justificada pelo crescimento de segmentos fundamentais para a economia no terceiro trimestre, como os setores de indústria e varejo. O documento também revela que o governo federal estima que a inflação alcance 3,1% neste ano, impulsionada principalmente pelo encarecimento dos alimentos. Na última revisão, os técnicos da pasta estimavam que o IPCA encerraria o ano com avanço de 1,8%, ante perspectiva de 1,6% na versão do Boletim divulgada em julho. Para 2021, a estimativa da inflação é de 3,2%.