Dólar recua com alívio internacional e alta dos juros no radar; Bolsa sobe

Mercados reavaliam riscos da variante Ômicron da Covid-19 ao processo de recuperação da economia global

  • Por Jovem Pan
  • 07/12/2021 11h35
FERNANDA LUZ/AGIF - AGÊNCIA DE FOTOGRAFIA/ESTADÃO CONTEÚDO Mão segura notas de dólar Dólar recua com mercados analisando impactos da inflação nos EUA

Os principais indicadores do mercado financeiro brasileiro operam no campo positivo nesta terça-feira, 7, impulsionados pelo alívio das tensões internacionais sobre a variante Ômicron da Covid-19 e com o início da reunião do Banco Central para definir a nova taxa de juros brasileira. Por volta das 11h30, o dólar registrava queda de 0,68%, aos R$ 5,652. O câmbio chegou a bater a máxima de R$ 5,673, enquanto a mínima não passou de R$ 5,625. A sessão desta segunda-feira, 6, encerrou com a divisa cotada R$ 5,690, com alta de 0,18%. Seguindo o bom humor dos mercados internacionais, o Ibovespa, referência da Bolsa de Valores brasileira, avançava 0,96%, aos 107.886 pontos. O pregão da véspera encerrou com alta de 1,79%, aos 106.954 pontos.

Mercados em todo o mundo passam a reavaliar os riscos da variante Ômicron do novo coronavírus no processo de recuperação das economias globais. Dados mais recentes apontam que a nova cepa pode escapar das vacinas já aprovadas, mas que os efeitos da doença tendem a ser leves. Os estudos tiram parte do temor pela necessidade da volta de medidas de isolamento social e deixam os investidores mais propensos ao risco, favorecendo os mercados emergentes, como o brasileiro. Ainda na pauta internacional, dados de importação e exportação da China vieram acima do esperado, indicado que a segunda maior economia do mundo segue em ritmo acelerado.

No cenário doméstico, investidores acompanham a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, que deve encerrar nesta quarta-feira, 8, com nova alta de 1,5 ponto percentual na Selic, elevando a taxa de juros a 9,25% ao ano em 2021. A alta é consenso entre os analistas após a série de sinalizações do BC nas últimas semanas sobre os esforços de levar a inflação para o centro da meta em 2022, já de olho também nos efeitos em 2023. A expectativa é que a aceleração dos juros continue em 2022 e que a Selic vá para acima de 11% ao fim do primeiro trimestre do próximo ano. Os agentes do mercado também acompanham o “fatiamento” da PEC dos Precatórios para que os trechos aprovados pela Câmara e pelo Senado já sejam promulgados, enquanto as partes alteradas pelos senadores sejam votadas posteriormente pelos deputados. A promulgação do texto é fundamental para que o governo federal conceda o Auxílio Brasil de R$ 400 já a partir deste mês, com encerramento previsto para dezembro de 2022.