Dólar sobe e Ibovespa recua aos 115 mil pontos com mutação da Covid-19

Mercados globais caem por restrições impostas ao Reino Unido após descoberta de nova variação do coronavírus

  • 21/12/2020 18h44 - Atualizado em 21/12/2020 18h45
Marcello Casal Jr/Agência Brasil

O dólar fechou em alta nesta segunda-feira, 21, ao mesmo tempo que o Ibovespa teve forte recuo, com os mercados globais repercutindo a descoberta de uma nova variação da Covid-19 no Reino Unido e as restrições impostas por diversos países aos passageiros britânicos. A divisa norte-americana encerrou o dia com alta de 0,78%, a R$ 5,122. A moeda alcançou a máxima logo no início das negociações e chegou a ser negociada a R$ 5,225, enquanto a mínima não passou de R$ 5,113.  O dólar fechou a última semana com alta de 0,08%, cotado a R$ 5,082. Seguindo o mau humor nos mercados internacionais, a Bolsa de Valores brasileira teve um dia de grandes perdas. O Ibovespa, principal índice da B3, recuou 1,86%, voltando para a casa dos 115 mil pontos. Na semana passada, o pregão fechou com queda de 0,32%, aos 118.023 pontos.

Desde o final de semana, países em diversas regiões do globo anunciaram medidas de restrição a voos com partida do Reino Unido. A medida visa estancar a disseminação de uma nova variante da Covid-19 descoberta no sul da Inglaterra. Segundo autoridades britânicas, a mutação com a nova cepa do vírus tem transmissibilidade 70% maior do que a anterior e pode estar diretamente associada ao aumento dos casos no país nos últimos dias. Hoje, a Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou que não  há provas  de que a nova variação do coronavírus cause uma infecção mais grave ou afete a eficácia das vacinas já desenvolvidas. As notícias de Londres ofuscaram uma série de outros eventos que poderia impulsionar os mercados nesta segunda-feira, como a aprovação pela União Europeia do imunizante desenvolvido pela Pfizer em parceria com a BioNTech. Ainda neste fim de semana foi divulgado que democratas e republicanos chegaram ao consenso para autorizar o pacote de US$ 900 bilhões pelo Banco Central norte-americano (Fed, na sigla em inglês). O acordo deve ser assinado nos próximos dias e trará mais estímulos para a recuperação da maior economia do globo.