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Macroeconomia

Endividamento familiar sobe 13% nas capitais brasileiras em dois anos

De acordo com os dados divulgados pela Fecomércio, 78% das famílias no país enfrentam algum tipo de dívida; as capitais São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal estão no topo da lista

Matheus Lopes

Vista de cartão de crédito no Rio de Janeiro (RJ)
FUP20230606066 CARLOS MAGNO/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

Nos últimos dois anos, o endividamento das famílias brasileiras tem se tornado uma preocupação crescente, com um aumento de 13% no número de lares com contas atrasadas, conforme levantamento da Fecomércio. Atualmente, 78% das famílias no país enfrentam algum tipo de dívida, o que equivale a cerca de 12 milhões de lares. As capitais São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal estão no topo da lista de endividamento, enquanto Palmas, no Tocantins, apresenta o menor índice entre as capitais. Especialistas da Fecomércio indicam que a alta concentração de dívidas em grandes centros urbanos, como São Paulo e Rio de Janeiro, está diretamente ligada à densidade populacional e ao crescimento demográfico acelerado.

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No entanto, o aumento do endividamento em cidades fora desses grandes centros, como Vitória e Boa Vista, também é motivo de preocupação. Em contraste, as capitais da região Sul, como Porto Alegre, Florianópolis e Curitiba, têm registrado uma redução no endividamento, o que pode indicar uma gestão financeira mais eficaz ou condições econômicas locais mais favoráveis. A análise da distribuição geográfica do endividamento revela que 52% dos lares endividados estão localizados na região Sudeste, enquanto 19% estão no Nordeste.

*Com informações de Camila Yunes