EUA e China avançam em acordo para reduzir tarifas após dois dias de negociações na Suíça
Os Estados Unidos e a China registraram progresso significativo nas negociações para aliviar a guerra comercial entre os dois países, após dois dias de reuniões em Genebra, na Suíça. O anúncio foi feito neste domingo (11) pelo secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, que classificou as conversas como “substanciais e produtivas”. Embora detalhes específicos ainda não tenham sido divulgados, uma declaração conjunta com mais informações está prevista para esta segunda-feira (12).
O representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, que também participou do encontro, afirmou que foi fechado “um acordo com nossos parceiros chineses” e que as diferenças entre os dois lados “não eram tão grandes quanto se imaginava”. Do lado chinês, o vice-primeiro-ministro He Lifeng descreveu as reuniões como “francas, aprofundadas e construtivas”, acrescentando que foi alcançado um “consenso importante”.
As negociações, realizadas em um local reservado com vista para o Lago Genebra, envolveram também dois vice-ministros chineses. Foi o primeiro encontro presencial entre autoridades dos dois países desde que ambos aplicaram tarifas superiores a 100% sobre produtos importados um do outro.
Atualmente, os EUA impõem tarifas de 145% sobre importações chinesas, enquanto a China cobra 125% sobre produtos americanos. As medidas foram tomadas durante a escalada da guerra tarifária iniciada pelo governo Trump no chamado “Dia da Libertação”, em abril, quando os EUA aumentaram impostos de importação contra mais de 180 países.
O presidente Donald Trump elogiou o andamento das conversas em publicação na plataforma Truth Social. Segundo ele, os dois lados realizaram uma “reinicialização total de maneira amigável, mas construtiva” e houve “grande progresso”. Trump defende que a China abra mais seu mercado aos produtos americanos.
O secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, também demonstrou otimismo em entrevista à CNN, afirmando que a estratégia do governo é abrir mercados antes considerados fechados aos produtos dos EUA. Ele destacou que tarifas podem ser reduzidas caso os países se comprometam a ampliar o acesso para exportações americanas.
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A Casa Branca vem negociando acordos bilaterais semelhantes com outras nações. Na semana passada, Washington anunciou um pacto com o Reino Unido que prevê reduções tarifárias em setores específicos, como aço e alumínio, em troca da liberação de produtos agroindustriais dos EUA no mercado britânico.
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Publicado por Felipe Dantas
*Reportagem produzida com auxílio de IA