JOVEM PAN

Jovem Pan
TV Ao Vivo
JP Saúde | 11h00 - 12h00
Macroeconomia

FMI alerta para riscos globais e cobra resposta com reformas e apoio a países vulneráveis

Fundo Monetário Internacional destacou a necessidade de reformas fiscais e estruturais para impulsionar o crescimento liderado pelo setor privado, diante da desaceleração global e do aumento das tensões comerciais

Victor Trovão

Mohammed Aljadaan nas Reuniões de Primavera de 2025 do Fundo Monetário Internacional e do Grupo Banco Mundial
The 2025 International Monetary Fund and World Bank Group Spring Meetings EFE/EPA/MAANSI SRIVASTAVA

Em comunicado divulgado após a 51ª Reunião do Comitê Monetário e Financeiro Internacional (IMFC), o Fundo Monetário Internacional (FMI) avaliou que a economia global atravessa um “momento pivotal”, marcado pela intensificação das tensões comerciais, o que tem gerado “incerteza elevada, volatilidade nos mercados e riscos ao crescimento e à estabilidade financeira”. O texto, liderado por Mohammed Aljadaan, presidente do IMFC, alerta para uma desaceleração do crescimento mundial no curto prazo, com riscos negativos em ascensão.

Os integrantes do Comitê reconheceram que conflitos geopolíticos e transformações estruturais, como a digitalização e as mudanças climáticas, impõem desafios adicionais. “Guerras e conflitos impõem um pesado custo humanitário e econômico”, afirmaram. Ainda assim, reforçaram que o FMI não é o fórum apropriado para tratar de questões de segurança, que devem ser debatidas em outras esferas. Como resposta aos riscos, o grupo defendeu reformas fiscais e estruturais que estimulem o crescimento liderado pelo setor privado. “Ajustes fiscais devem ser conscientes dos impactos distributivos e apoiados por um plano crível de consolidação em médio prazo”, disseram. Os bancos centrais, por sua vez, seguem comprometidos com a estabilidade de preços, ajustando as políticas conforme os dados disponíveis.

O FMI também reiterou a importância de apoiar países vulneráveis, especialmente economias de baixa renda e afetadas por conflitos. “Reafirmamos nosso compromisso em tratar vulnerabilidades da dívida de forma eficaz”, afirmou o comitê, citando avanços no Marco Comum do G20 para reestruturações.

[cta-selector name=”model2″ image1=”https://s.jpimg.com.br/wp-content/plugins/CTA-posts-selector/assets/images/640_3anos-JPNews.jpg” text2=”Siga o canal da Jovem Pan News e receba as principais notícias no seu WhatsApp!” link3=”https://www.whatsapp.com/channel/0029VaAxUvrGJP8Fz9QZH93S” text4=”WhatsApp” icon5=”fa-brands fa-whatsapp” ]

Em relação à governança do Fundo, o IMFC manifestou apoio à ampliação das cotas, como forma de fortalecer a instituição e garantir maior representatividade às economias emergentes. “O realinhamento das cotas deve refletir melhor o peso dos países na economia global”, disseram. O encontro foi encerrado com a reafirmação do papel do FMI como “conselheiro confiável” em um cenário internacional desafiador. A próxima reunião do IMFC está marcada para outubro.

*Com informações do Estadão Conteúdo 
Publicado por Victor Oliveira 

[jp-related-posts ids=”1931704,1930721,1928640″]

Assuntos