Haddad se irrita com jornalistas após ser questionado sobre a revisão da meta fiscal
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), se incomodou na manhã desta sexta-feira, 3, ao ser questionado por jornalistas sobre as atualizações do governo para zerar o déficit das contas públicas em 2024. Ele informou que irá reportar à imprensa quando houver mudanças: “Assim que tiver novidades, eu reporto”, declarou, evidenciando desconforto com a insistência quanto ao tema. A discussão sobre o possível descumprimento da meta de déficit zero voltou à tona desde a semana passada, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) contrariou o que tem sido defendido pela equipe econômica do governo e informou que “dificilmente” será possível zerar o déficit fiscal no próximo ano, como está previsto no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA). O relator da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), deputado federal Danilo Forte (União-CE), disse em entrevista à Jovem Pan que cabe ao Executivo definir como o Legislativo deve trabalhar a questão, mas foi otimista em relação à manutenção da medida já divulgada pela Fazenda. “Nós não estamos aqui querendo rever meta fiscal para aumentar gastança não, nós estamos querendo rever meta fiscal do ponto de vista de construir uma solução para retomada do crescimento econômico”, afirmou o deputado.
Após a declaração atravessada a jornalistas, Fernando Haddad foi participar de uma reunião ministerial no Palácio do Planalto para discutir o setor de infraestrutura. Como o site da Jovem Pan já antecipou, durante o encontro, o presidente Lula defendeu que “dinheiro bom é dinheiro transformado em obras” e deixou clara as diferentes posturas entre a Fazenda e outras alas do governo. “Para quem está na Fazenda, dinheiro bom é dinheiro que está no Tesouro, mas para quem está na Presidência dinheiro bom é dinheiro transformado em obras. É dinheiro transformada em estrada, em escola, em escola de primeiro, segundo, terceiro grau, saúde”, disse o mandatário. Ele também reforçou que os ministros os valores previstos para as pastas devem ser executados: “Se o dinheiro estiver circulando e gerando emprego, é tudo que um político quer e que um presidente deseja”, pontuou.
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