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Macroeconomia

Ibovespa supera 133 mil pontos pela primeira vez na história em sequência de recordes

Bolsa de valores brasileira atingiu patamar inédito pelo terceiro pregão consecutivo, acumulando um crescimento de cerca de 25% durante 2023; dólar cai e fecha cotado a R$ 4,82, menor patamar desde 2 de agosto

Tatyane Mendes

Após subir 0,59% no pregão desta terça-feira, 26, a bolsa de valores brasileira alcançou uma pontuação inédita na série histórica. O Ibovespa chegou aos 133.532 pontos pela primeira vez na história e acumulou um crescimento de cerca de 25% no ano. Apenas nos últimos dois anos, a B3 avançou 17%. Este é o terceiro pregão consecutivo em que a bolsa atinge um patamar inédito. Na segunda-feira, 25, o índice não funcionou devido ao Natal. Na sexta-feira, 22, o Ibovespa chegou aos 132.752,93 pontos. Já na quinta-feira, 21, índice bateu o recorde de 132.182,01 pontos. O resultado é um reflexo da aprovação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2024, que passou pelo Congresso Nacional antes do feriado. As projeções do mercado financeiro também seguem otimistas. A projeção para a inflação (IPCA) oficial de 2023 teve mais uma queda no Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central (BC) nesta terça-feira, 26. A expectativa passou de 4,49% para 4,46%, sendo que um mês antes era de 4,53%. O valor está acima do centro da meta de inflação definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

Já para 2024, que é o foco da política monetária, a projeção passou de 3,93% para 3,91%, sendo que há um mês também era de 3,91%. Considerando as últimas atualizações nos últimos cinco dias úteis, a mediana para 2023 passou de 4,48% para 4,45%. Já para 2024, a projeção de alta passou de 3,93% para 3,90%, considerando 103 atualizações no período. A taxa básica de juros (Selic), definida em 11,75% ao ano para 2023 pelo Copom teve projeção reduzida para o ano que vem. Na análise do mercado financeiro, a Selic deve encerrar 2024 em 9% ao ano. Há uma semana a previsão era de 9,25%. O dólar, por sua vez, caiu 0,79%, cotado a R$ 4,8220, no menor patamar desde 2 de agosto, quando fechou em R$ 4,8039. Com isso, a moeda norte-americana acumula queda de 1,9% no mês e 8,64% no ano.

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