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Macroeconomia

Marinho diz que Brasil dependerá menos dos EUA após crise e repete crítica de Lula a Trump: ‘Acha que é imperador do mundo’

Em entrevista à Jovem Pan News, Ministro do Trabalho defende diversificação de mercados, reage a sanções e rebate críticas ao Judiciário brasileiro

Felipe Cerqueira

O ministro Luiz Marinho
53991813781_dbb822c190_b Divulgação/Ministério do Trabalho e Emprego

O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, afirmou, em entrevista à Jovem Pan News, que o Brasil reduzirá ainda mais sua dependência comercial dos Estados Unidos após a atual crise diplomática. Segundo ele, no início do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, cerca de 25% das exportações brasileiras tinham como destino o mercado americano. Hoje, esse percentual está em torno de 12%. “Tenho certeza que, depois dessa crise, vamos depender menos ainda dos EUA”, disse.

Marinho declarou que o Palácio do Planalto está aberto ao diálogo com empresários americanos, mas criticou diretamente o presidente Donald Trump, a quem acusou de agir como “imperador do mundo” — crítica que já havia sido feita por Lula. Ele também rechaçou ataques de Washington ao Supremo Tribunal Federal (STF) e ressaltou que “não cabe questionar a autoridade e as decisões” de seus ministros.

A fala ocorre em meio ao aumento das tensões bilaterais, após os EUA aplicarem tarifas de 50% sobre produtos brasileiros, revogarem vistos de ministros do STF e sancionarem pessoas ligadas ao programa Mais Médicos, criado no governo Dilma Rousseff e retomado por Lula. Nesta semana, a embaixada americana chamou o programa de “golpe diplomático” e acusou autoridades brasileiras de acobertar um “esquema de exportação de trabalho forçado” envolvendo médicos cubanos — declaração que já havia sido contestada pelo governo brasileiro. Sobre o tarifaço, Marinho disse que o Brasil está disposto a negociar, mas “sem bravata”. “Estamos abertos para conversar, mas com respeito. Não vamos abaixar a cabeça para ninguém.”

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Trump também tem defendido publicamente o ex-presidente Jair Bolsonaro, preso em regime domiciliar e réu por tentativa de golpe de Estado, afirmando que ele sofre uma “execução política”. As críticas de Washington ao Judiciário brasileiro motivaram reação do Itamaraty, que convocou o encarregado de negócios da embaixada para prestar esclarecimentos.

*Com informações de Isabela Noleto

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