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Macroeconomia

Medidas para compensar a derrubada do aumento do IOF: seis por meia dúzia

Entre as propostas anunciadas por Fernando Haddad estão a elevação do imposto para 5% nos títulos de renda fixa que hoje contam com isenções fiscais, como LCI, LCA, CRA e CRI

Felipe Cerqueira

Fernando Haddad
Fernando Haddad Diogo Zacarias/MF

A elevação do imposto sobre as operações financeiras (IOF) gerou uma série de críticas à equipe econômica do governo. Com a reação negativa do mercado, consumidores e empresários, o Ministério da Fazenda disse que vai reduzir a alíquota do IOF – só não se sabe ao certo em quanto e para quais operações especificamente será a nova taxa. Enquanto isso, o ministro Fernando Haddad anunciou algumas medidas para compensar a perda de arrecadação com a eventual derrubada do aumento do IOF.

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Entre as propostas, estão a elevação do imposto para 5% nos títulos de renda fixa que hoje contam com isenções fiscais, como LCI, LCA, CRA e CRI. Além disso, o governo pretende substituir a tabela regressiva de tributação da renda fixa – 22,5% (até 180 dias), 20% (181 a 360 dias), 17,5% (361 dias para 720 dias) e 15% (acima de 721 dias) – por uma alíquota única de 17,5%, independentemente do prazo de aplicação. Novamente, o governo troca a redução de um imposto com a elevação de outro tributo. Fica claro que não vão cortar gastos até o fim do mandato, e quem vai pagar a conta é mais uma vez o contribuinte brasileiro. Apenas trocam seis por meia dúzia.

 

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