Focus: Projeção de queda do PIB 2020 passa de 6,54% para 6,50%

Há quatro semanas, a expectativa para a economia apontava recuo de 6,48%

  • Por Jovem Pan
  • 06/07/2020 09h40
ReproduçãoPara o PIB 2021, o mercado financeiro manteve a previsão de alta de 3,50%, que se mantém há pelo menos quatro semanas

Os economistas do mercado financeiro alteraram suas projeções para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2020. Segundo Relatório de Mercado Focus divulgado pelo Banco Central (BC) nesta segunda-feira (6), a expectativa para a economia este ano passou de retração 6,54% para queda de 6,50%. Há quatro semanas, a estimativa era de baixa de 6,48%. Para o PIB 2021, o mercado financeiro manteve a previsão de alta de 3,50%, que se mantém há pelo menos quatro semanas.

Em junho, o BC informou que seu Índice de Atividade (IBC-Br) recuou 9,73% em abril ante março, na série com ajustes sazonais, o que representa o maior recuo da história em um único mês. No Focus divulgado nesta segunda, a projeção para a produção industrial de 2020 foi de baixa de 6,00% para queda de 8,10%. Há um mês, estava em baixa de 5,35%. No caso de 2021, a estimativa de crescimento da produção industrial seguiu em 4,00%.

A pesquisa Focus mostrou ainda que a projeção para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB para 2020 passou de 66,25% para 67,10%. Há um mês, estava em 64,63%. Para 2021, a expectativa foi de 67,90% para 68,06%, ante 65,90% de um mês atrás.

Resultado primário

O Relatório de Mercado Focus trouxe ainda alteração na projeção para o resultado primário do governo em 2020. A relação entre o PIB este ano foi de 10,20% para 10,50%. No caso de 2021, foi de 2,32% para 2,55%. Há um mês, os porcentuais estavam em 8,00% e 2,15%, respectivamente. Já a relação entre déficit nominal e PIB em 2020 foi de 14,85% para 14,95%.  Para 2021, permaneceu em 6,50%.

O resultado primário reflete o saldo entre receitas e despesas do governo, antes do pagamento dos juros da dívida pública. Já o resultado nominal reflete o saldo já após as despesas com juros. De forma geral, os avanços nas projeções refletem as previsões de que, com o aumento das despesas do governo durante a pandemia da Covid-19, o país terá um cenário fiscal ainda mais difícil.

Balança Comercial

Os economistas do mercado financeiro alteraram a projeção para a balança comercial em 2020, de superávit comercial de US$ 53,00 bilhões para US$ 53,45 bilhões. Há um mês atrás, a previsão era de US$ 47,75 bilhões. Para 2021, a estimativa de superávit chega a US$ 55,25 bilhões. Há um mês, estava em US$ 47,35 bilhões.

No caso da conta corrente do balanço de pagamentos, a previsão foi de déficit de US$ 13,50 bilhões para US$ 11,75 bilhões, ante US$ 20,50 bilhões de um mês antes. Para 2021, a projeção de rombo foi de US$ 20,88 bilhões para US$ 20,44 bilhões.

Para os analistas, o ingresso de Investimento Direto no País (IDP) será suficiente para cobrir o resultado deficitário nestes anos. A mediana das previsões para o IDP em 2020 foi de US$ 57,50 bilhões para US$ 55,00 bilhões. Para 2021, a expectativa foi de US$ 72,50 bilhões para US$ 70,00 bilhões, ante US$ 75,00 bilhões de um mês antes.

*Com informações do Estadão Conteúdo