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Macroeconomia

Moody’s piora perspectiva de crédito do Brasil devido à dificuldade para cortar gastos

Agência ressalta que a capacidade do governo em realizar um ajuste fiscal é limitada, sendo necessárias reformas mais abrangentes; no entanto, a nota Ba1 (o primeiro nível da categoria 'especulativa') não foi alterada

ia samy

Moody's
Moody's Emmanuel Dunand/AFP

A agência de classificação de risco Moody’s Ratings revisou a perspectiva do rating soberano do Brasil, alterando-a de positiva para estável, enquanto a nota de crédito de longo prazo permanece em Ba1 (o primeiro nível da categoria “especulativa”) . Essa decisão reflete a diminuição dos fatores que poderiam levar a uma melhoria na classificação, como o aumento dos custos da dívida e a rigidez nas despesas públicas. A Moody’s ressalta que a capacidade do governo em realizar cortes significativos nas despesas é limitada, sendo necessárias reformas mais abrangentes para reduzir os gastos obrigatórios.

Recentemente, o Banco Central divulgou que a dívida bruta do Brasil alcançou 76,2% do PIB, totalizando R$ 9,2 trilhões. Em resposta a essa situação, o Ministério da Fazenda reafirmou seu compromisso com a melhoria dos resultados fiscais e a implementação de reformas estruturais. Entre as iniciativas destacadas está a reforma tributária, que busca modernizar o sistema e aumentar a eficiência na arrecadação.

A proposta de aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), que tem como objetivo arrecadar R$ 19 bilhões, enfrenta resistência no Congresso Nacional. A Moody’s observa que a possibilidade de uma elevação na classificação do Brasil está atrelada à construção de um consenso em torno das reformas de gastos. Por outro lado, um rebaixamento da nota pode ocorrer caso os esforços de consolidação fiscal sejam revertidos.

A manutenção da nota Ba1 é sustentada pelo crescimento econômico e pela implementação de algumas reformas. Ela indica que o governo possui capacidade de honrar seus compromissos financeiros, mas há elementos especulativos significativos, ou seja, um risco maior de inadimplência em comparação com emissores com grau de investimento.

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No primeiro trimestre deste ano, o PIB brasileiro cresceu 1,4%, impulsionado principalmente pelo setor agropecuário. A nota foi atribuída em outubro de 2024, acompanhada de alertas sobre o endividamento e incertezas fiscais. Além disso, os tetos de classificação para títulos em moeda local e estrangeira foram mantidos, refletindo a cautela da agência em relação à situação fiscal do país.

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Publicado por Felipe Dantas

*Reportagem produzida com auxílio de IA

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