‘Muitas privatizações não dependem apenas do Executivo’, diz ex-diretora da Economia

Em entrevista ao Pânico, Marina Helena analisou o desempenho do governo federal na área econômica: ‘Há avanços importantes’

  • Por Jovem Pan
  • 16/06/2021 15h09 - Atualizado em 16/06/2021 16h11
Imagem: Reprodução/Pânico Economista Marina Helena concede entrevista ao Pânico Marina Helena Cunha Santos atuou como diretora do Programa de Desestatização na Secretaria de Desestatização do Ministério da Economia

Em entrevista ao programa Pânico, da Jovem Pan, nesta quarta-feira, 16, a economista Marina Helena Cunha Santos, que atuou como diretora do Programa de Desestatização na Secretaria de Desestatização do Ministério da Economia, analisou o compromisso do governo federal com as privatizações. “Muitas privatizações não dependem só do Executivo, mas também de autorizações legais específicas. É o que acontece, por exemplo, com os Correios. A privatização desta estatal não demanda a elaboração de uma lei por parte dos políticos, mas necessita da autorização legal relacionada à quebra de monopólio”, explicou.

Assumindo postura liberal na área econômica, desde a campanha eleitoral de 2018, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) defende que muitas empresas estatais devem ser privatizadas. No entanto, a venda de ativos não anda no ritmo desejado pelo governo. Em 2018, o país somava 134 estatais e 88 subsidiárias. Atualmente, são 158 empresas públicas, sendo 45 de controle direto e 113 de controle indireto. O Ministério da Economia pretende privatizar, até o final de 2022, os Correios e a Eletrobras. Mesmo com o ritmo lento, Marina Helena considera que houve avanços significativos. “Nós temos avanços importantes em relação às privatizações, mas também há grandes passos na área econômica como um todo. O maior deles foi a reforma da Previdência. A Lei de Liberdade Econômica e o novo marco legal do saneamento básico são outros exemplos. Apesar disso, ainda precisamos avançar nas reformas tributária e administrativa”, concluiu.

Confira na íntegra a entrevista com a economista Marina Helena: