‘Países que fizeram pouco contra a Covid-19 tiveram maior redução do PIB’, diz Campos Neto

Segundo ele, o Brasil, entre os países de economia emergente, foi o que sofreu a menor queda no seu PMI; por outro lado, País termina com sua situação fiscal mais frágil, observou presidente do BC

  • Por Jovem Pan
  • 24/11/2020 21h53
Edu Andrade/Estadão ConteúdoPresidente do Banco Central, Roberto Campos Neto

O presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, afirmou nesta terça-feira, 24, que os países que fizeram muito pouco contra a Covid-19 tiveram uma redução maior de seus respectivos Produto Interno Bruto (PIB). Segundo ele, o Brasil, entre os países de economia emergente, foi o que sofreu a menor queda no seu PMI. “O FMI diz que o PMI do Brasil foi o que menos caiu e o que mais rápido se recuperou”, disse Campos Neto, que participou hoje do “Melhores da Bolsa 2020”, evento online organizado pela Infomoney que premia os melhores do mercado de ações em 2020. Por outro lado, de acordo com o presidente do BC, o Brasil termina com sua situação fiscal mais frágil, apesar de ter evitado redução do crescimento. Contudo, segundo ele, todos os países elevaram gastos para combater os efeitos da pandemia. Os que fizeram mais caíram menos, e os que fizeram menos caíram mais, observou.

Campos Neto afirmou, também, que o Brasil ainda tem campo de absorção de programas criados pelo governo para combater a pandemia, como o canal do crédito, que continua tendo grande espaço para crescimento. Sobre a inflação, Campos Neto disse que a dividiu em três dimensões, e que a do câmbio tem afetado muito a média de preços ao consumidor. Ele voltou a afirmar, ainda, que a autoridade monetária dispõe do instrumento do forward guidance, muito ligado à parte fiscal. “Batemos bastante na tecla do fiscal e achamos importante continuar com essa mensagem”, destacou o presidente do BC. Para o banqueiro, o Brasil tem vencimentos bastante grandes da dívida, sobretudo da sua parte prefixada. Porém, o equilíbrio fiscal é muito relevante para a condução da política monetária.

* Com informações do Estadão Conteúdo