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Macroeconomia

Pix gerou economia de R$ 106,7 bilhões aos brasileiros

De acordo com dados do Movimento Brasil Competitivo (MBC), apenas no primeiro semestre de 2025, a redução de custos alcançou R$ 18,9 bilhões

ia samy

Empresas devem ativar um convênio com o BB, para usar o Pix Automático
Empresas devem ativar um convênio com o BB, para usar o Pix Automático Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Desde a sua implementação pelo Banco Central em 2020, o sistema de pagamentos instantâneos conhecido como Pix gerou uma economia significativa de R$ 106,7 bilhões para os cidadãos brasileiros. De acordo com dados do Movimento Brasil Competitivo (MBC), apenas no primeiro semestre de 2025, a redução de custos alcançou R$ 18,9 bilhões. Essa economia é atribuída principalmente à substituição de transferências eletrônicas (TEDs) e ao aumento do uso do Pix no comércio, que oferece taxas mais baixas para os comerciantes. O estudo do MBC sugere que, se a tendência de adesão ao Pix continuar, o Brasil poderá economizar até R$ 40,1 bilhões anualmente até 2030. A pesquisa comparou os custos associados a métodos de pagamento mais onerosos, como TED e débito, com os valores efetivamente pagos através do Pix, evidenciando uma economia direta em tarifas.

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Além das vantagens financeiras diretas, o levantamento também destaca benefícios indiretos, como a formalização de pequenos empreendimentos e a ampliação da inclusão financeira. O Banco Central tem introduzido novas funcionalidades ao sistema, incluindo opções de cobrança, saques e pagamentos de boletos, e planeja lançar o Pix parcelado e internacional em breve. Atualmente, o Pix é o meio de pagamento que registra o maior volume de transações no Brasil. O estudo também avaliou a diminuição no número de TEDs e o custo por operação, reforçando a eficiência do sistema.

Recentemente, o governo dos Estados Unidos iniciou uma investigação comercial contra o Brasil, citando o Pix como uma possível prática desleal no setor de pagamentos eletrônicos. A adoção do Pix é considerada uma transformação estrutural no sistema financeiro nacional, contribuindo para a redução de custos e a melhoria da eficiência. O sucesso do Pix está intimamente ligado à sua gestão centralizada pelo Banco Central, que assegura tanto a segurança quanto a abrangência nacional do sistema. No entanto, essa centralização levanta questões sobre a manutenção da neutralidade do sistema e a necessidade de inovação contínua. O estudo também menciona experiências internacionais, como o sistema UPI na Índia e o FPS no Reino Unido, como referências para o desenvolvimento do Pix.

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Publicado por Sarah Paula
*Reportagem produzida com auxílio de IA