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Macroeconomia

Presidente da Petrobras ganha sobrevida após reunião com Lula

Demissão de Jean Paul Prates chegou a ser especulada depois que a estatal teve uma queda de R$ 55 bilhões em seu valor de mercado devido à decisão de não distribuir dividendos extraordinários

ia samy

Mesmo com a crise que assola a Petrobras, a demissão do presidente da estatal, Jean Paul Prates, não é cogitada. A possibilidade foi descartada nesta segunda-feira, 11, após reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e cúpula do governo. A informação sobre a permanecia de Prates foi confirmada pelo ministro de Minas e Energia Alexandre Silveira. A demissão do presidente da Petrobras chegou a ser especulada depois que a estatal teve uma queda de R$ 55 bilhões em seu valor de mercado por causa da decisão de não distribuir os R$ 44 bilhões de dividendos extraordinários.

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A reunião entre Lula, Prates, Silveira e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, durou mais de três horas e, apesar de ter sido agendada pré-crise, teve a questão dos dividendos como pauta principal. No encontro, o presidente da Petrobras preferiu não comentar sobre a questão dos dividendos, afirmando que não falará mais sobre o assunto.

A retenção dos dividendos extraordinários pela Petrobras resultou em uma queda de 6,3% no lucro do 4º trimestre. A decisão pela não distribuição foi tomada por votação do conselho administrativo, cujo governo tem maioria, e Prates se absteve. Ele defendia a distribuição de 50% dos recursos disponíveis, e argumentava que a não distribuição dos dividendos extras poderia prejudicar o valor de mercado da empresa, buscando apoio do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, em meio a mais uma disputa com o ministro Alexandre Silveira e a Casa Civil.

Os dividendos são uma parcela do lucro da empresa que é repartido entre os acionistas. Seu não pagamento é entendido pelo mercado como uma rentabilidade da estatal. Aqueles considerados extraordinários, dizem respeito a uma parcela paga a mais do que o mínimo obrigatório, o que indica que a empresa não é obrigada a pagá-lo.

*Reportagem produzida com auxílio de IA

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