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Macroeconomia

Primeira fase do plano é recuperar o caixa da companhia até março de 2026, afirma presidente dos Correios

Emmanoel Rondon declarou que projeto conta com revisão da governança, metas para funcionários e reconhecimento por performance: 'A correção de rota precisa ser feita de forma rápida'   

Victor Trovão

Emmanoel Schmidt (Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado/28/08/2019)
Emmanoel Schmidt (Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado/28/08/2019) Emmanoel Schmidt (Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado/28/08/2019)

O presidente dos Correios, Emmanoel Rondon, afirmou que a primeira fase do plano de reestruturação da estatal é recuperar o caixa até março de 2026. “Por isso a gente vem falando nas últimas semanas da captação de recursos”, declarou. De acordo com Rondon, sem intervenção, o resultado seria de R$ 23 bilhões de prejuízo em 2026. “A correção de rota precisa ser feita de forma rápida”, destacou,

Rondon afirmou que o plano tem revisão da governança, metas para funcionários e reconhecimento por performance. Já o empréstimo de R$ 12 bilhões com cinco bancos (Itaú Unibanco, Bradesco, Santander, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal), assinado ontem, “vai permitir adimplência, recuperar qualidade da operação e retomar confiança”, segundo o presidente da empresa.

Rondon disse que em 2026 e 2027 será colocada em prática a fase de reorganização. O plano terá revisão de pessoal, parcerias, redesenho de operações e gestão de ativos. De acordo com o presidente da estatal, a expectativa é que essa fase tenha impacto positivo de R$ 7,4 bilhões.

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O pronunciamento foi feito em coletiva de imprensa realizada nesta segunda-feira, 29, para detalhar o plano de reestruturação da estatal, que acumulava prejuízo superior a R$ 6 bilhões entre janeiro e setembro de 2025 e déficits recorrentes desde 2022, que já ultrapassam R$ 10 bilhões.

*Com Estadão Conteúdo 

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