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EUA apelam para que Reino Unido não entregue rede 5G aos chineses

Pompeo invocou até Margareth Thatcher para sensibilizar os britânicos

Marina Ogawa

Os Estados Unidos estão desesperados com o avanço da empresa chinesa Huawei e sua rede 5G. Esqueçam Irã, Coreia do Norte, Brexit, e por aí vai. A disputa mais pesada do momento, e com potencial de reverter de vez o tabuleiro da geopolítica, está ocorrendo no campo tecnológico.

Nesta quarta-feira (08), Mike Pompeo, secretário de estado americano, fez um apelo para que o Reino Unido não entregue sua rede 5G para os chineses. O governo Theresa May já decidiu que vai contar com a tecnologia de Pequim.

Discursando em Londres, Pompeo invocou até Margareth Thatcher para sensibilizar os britânicos. Disse que a dama de ferro não ficaria em silêncio quando a China violasse a soberania das nações através da corrupção ou coerção. Pompeo se esqueceu do seguinte: embora seja uma figura absolutamente divisiva na Inglaterra, pouca gente discorda que Thatcher pregava pelo pragmatismo absoluto colocando os interesses do país em primeiro lugar.

E hoje a China está muito mais avançada que os Estados Unidos no desenvolvimento da tecnologia 5G. Esperar pelos americanos, como quer Pompeo, pode custar muito caro.

Tanto que, embora a Casa Branca esperneie diuturnamente que a Huawei será utilizada por Pequim para espionar países do Ocidente, as principais potências estão firmando contratos com a empresa para implantação da nova tecnologia, que promete mais uma revolução na internet com imensa quantidade de aplicações e velocidades de conexão ultra rápidas.

Há quem diga que o Vale do Silício como conhecemos hoje só existe porque os americanos dominaram o 4G primeiro. Talvez isso explique o desespero das autoridades dos Estados Unidos e a pressão sobre aliados para que evitem a tecnologia chinesa. Até agora não colou nem com os mais chegados.