Ex-diretor da CIA projeta envio de 5 mil soldados americanos para combater EI

  • Por Agência EFE
  • 14/09/2014 18h30

O ex-diretor da CIA Michael Hayden projetou neste domingo que, até o fim do ano, cinco mil militares dos Estados Unidos estarão envolvidos na luta contra o grupo jihadista Estado Islâmico (EI) no Iraque e na Síria.

Apesar do compromisso do presidente Barack Obama de não envolver a infantaria americana no conflito, Hayden acredita no envio de mais tropas para fortalecer outros setores.

“Em termos de inteligência, vigilância, reconhecimento, logística, assessoria, comando e controle aéreo tático, acredito que estaremos perto dos cinco mil homens no final do ano”, disse Hayden em entrevista ao canal “Fox News”.

Hayden indicou que não acredita no envio de infantaria ao conflito, mas avaliou que membros de grupos de operações especiais poderiam entrar “em algum momento” na Síria através de uma “operação secreta”.

“De fato, acho que vamos acabar tendo um pequeno grupo de forças ativas de operações especiais americanas dentro deste amplo campo de ação na Síria e Iraque”, acrescentou.

Além disso, Hayden projetou que a campanha militar para acabar com o EI irá durar entre três a cinco anos.

Obama anunciou nesta semana seu novo plano para combater os jihadistas, baseado na extensão dos bombardeios iniciados em agosto e no treinamento dos rebeldes moderados sírios para fazer frente ao EI.

Para Hayden, diretor da CIA durante o mandato de George W. Bush, a parte mais difícil será a de treinar e armar as forças de oposição síria moderadas. Ele alertou nesta semana que os bombardeios aéreos podem ser insuficientes para acabar com o grupo jihadista.

Ele disse que os Estados Unidos terão que “começar do zero” para criar uma força de combate capaz, e lamentou que a política externa americana nos últimos anos tenha rejeitado ajudar o grupo moderado.

Dentro da nova estratégia anunciada por Obama, o Pentágono enviará ao Iraque quase 500 assessores militares para capacitação das forças curdo-iraquianas, e começará a operar drones e aviões tripulados a partir da cidade de Arbil.

Completado o envio e somando os militares que já estão no país para garantir a segurança de diplomatas dos EUA, serão 1.600 soldados americanos no Iraque, número inédito desde o fim da guerra (2003-2011), há quase três anos.